quarta-feira, 6 de julho de 2016

Como seria o preço do carro sem imposto no Brasil

Que tal pagar R$ 17,6 mil por um Chevrolet Onix zero km em vez dos R$ 39, mil cobrados na tabela; ou desembolsar R$ 31 mil por um Toyota Corolla novinho e não os R$ 68.7 mil pedidos pela versão de entrada? Ok, você provavelmente nunca vai encontrar descontos generosos assim. Mas saiba que esses valores estão isentos da carga tributária que pesa sobre os preços dos automóveis no país.

Para você ter uma noção disso, calculamos o preço dos carros mais vendidos no Brasil em cada segmento sem os impostos (ou seja, com 54,8% menos) para você ter uma pequena ideia do quanto está pagando a mais (ou poderia economizar) pelo mesmo veículo.  Se você ainda embutir a margem de lucro maior que as montadoras colocam nos bólidos brasileiros (entre 5 a 10%), verá que chegam a pagar muito mais que o dobro do preço real. Confira a lista para você chorar!

O Lucro das montadoras e o imposto do governo faz brasileiro pagar o carro mais caro do mundo

É de sabedoria popular que os automóveis vendidos no país são muito mais carros do que em qualquer outra parte do mundo. Mas, você já se perguntou quem são os responsáveis por esse preço abusivo? Antes de dar sua resposta, levantei os principais argumentos para você levar em consideração. Impostos abusivos Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. 
 
A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somado ao custo de produção (encargos trabalhistas), que oneram a produção. Segundo a Anfavea, a carga tributária no País varia entre 37,2% e 43,7% do valor do automóvel. Com os encargos menores embutidos no valor final, ela sobe oscilando entre 48,2% e 54,8% do preço final do veículo. 
 
Para comparar, a associação cita os impostos que incidem sobre a venda de automóveis em outros países. Para você ter ideia de comparação: na Itália os impostos representam 22% do valor; nos Estados Unidos são 7,5%; na Alemanha são 19%; e no Japão são 5%. O custo é muito alto no Brasil mesmo considerando apenas nossos vizinhos da América 
 Latina, com 16% no México, 19% no Chile e 21% na Argentina.
 
Um exemplo prático é o lançamento do Honda City no México, em 2011. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré – SP chegou ao mercado mexicano com o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil. Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210. 
 
E altas taxas de lucro Já o governo, por sua vez, aponta o dedo para as montadoras, alegando as altas taxas de lucro praticadas por aqui, muito maior do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada (off-road). 
 
 O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.
 

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