terça-feira, 9 de agosto de 2016

Acidentes envolvendo motos aumentam 1.000% no Pará

O diretor técnico operacional do Detran, Valter Aragão, calcula em mais de 1.000% o aumento dos acidentes envolvendo motocicletas a partir de 2004, por causa do aumento da frota desse tipo de veículo. No ano passado, o  Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) fez 3.315 atendimentos a vítimas de acidente de motocicletas. Este ano, até julho, já houve 1.671 atendimentos. No Pará, da frota geral de veículos que circulam pelas cidades, 49% é de motocicletas. O percentual de participação das motos na frota de veículos aumenta desde 2004 e não por coincidência cresce também o número de acidentes.

Na última sexta-feira, um motociclista morreu na avenida Almirante Barroso, esmagado por um ônibus. De acordo com o Detran, no ano passado houve 29.784 casos de acidentes no estado envolvendo motociclistas. Os acidentes resultaram em 627 mortes e 9.908 ferimentos. Em Belém, foram 29 mortos e 1.909 feridos.

Aragão diz que, hoje, a maior preocupação com relação ao trânsito em Belém são os principais corredores da cidade, que são as avenidas Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral, Pedro Miranda, Duque de Caxias, entre outras. Essas vias agregam pedestres, ciclistas, motociclistas e veículos de pequeno a grande porte, causando uma grande movimentação e tráfego simultaneamente.

“Quando esse espaço não está muito bem delimitado ou quando esses atores não transitam de maneira adequada, pode gerar grandes problemas para o trânsito e o principal é a perda de uma vida”, declarou Valter Aragão, que alerta sobre a participação que cada pessoa deve exercer no trânsito para evitar acidentes e mortes. Aragão recomenda que ciclistas circulem pelas ciclovias, quando houverem. 

Pedestres devem andar pela calçada e fazer a travessia na faixa, o caminhão e os transportes coletivos devem trafegar pelo lado direito da via e os motociclistas devem evitar ultrapassagens perigosas. Entre as versões sobre a morte do motociclista na avenida Almirante Barroso, na semana passada, há uma afirmando 
que ele estaria cortando a frente de vários veículos, mas a causa só será definida pelo resultado da perícia. 

Aragão atribui às facilidades na compra de motocicletas a explosão desses veículos nas ruas. “Essa explosão gerou inchaço nos grandes centros e a maioria das vias permaneceram da mesma forma. Claro que tiveram grandes reformas, mas elas não cresceram na mesma proporção que o aumento da frota dos veículos”, disse o diretor do Detran. (O Liberal - Foto Igor Mota)

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