quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Aposentado começa a receber 13º salário; veja dicas para usar o dinheiro

Mais de 28 milhões receberão adiantamento do 13º salário a partir de hoje. Principal orientação é evitar utilizar toda a renda extra para pagar dívidas.  Aposentados pelo INSS receberão a primeira parcela do 13º salário a partir desta quinta-feira (25) e até o início de setembro. Já a segunda parcela do benefício será paga em novembro. Mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social receberão o adiantamento do 13º. A parcela será depositada junto com o pagamento dos benefícios da folha mensal.  Tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade. Já para quem recebe auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do 13º vai ser proporcional ao período recebido.

Dicas

Mas em meio à recessão econômica, especialistas em finanças pessoais recomendam usar o dinheiro com cautela, levando em consideração a situação financeira do idoso atual e no futuro.

De acordo com especialistas da DSOP Educação Financeira, a principal orientação é evitar utilizar toda a renda extra para pagar dívidas. Os compromissos financeiros precisam ser honrados mês a mês, conforme planejamento inicial. A expectativa em usar o 13º para pagar dívidas é um sinal de alerta, que indica que a soma dos compromissos financeiros está alta e que há risco de entrar na inadimplência.

Quem está inadimplente
As pessoas que estão inadimplentes, ou seja, com dívidas em atraso, não precisam se apressar em usar o 13º para quitá-las. O primeiro passo é elaborar uma estratégia para sair dessa situação, identificando todos os compromissos financeiros. É importante considerar as principais dívidas, as de necessidade primária, como de energia, água, gás e moradia, além das que incidem mais juros, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Considerando as dívidas a serem pagas primeiro, algumas orientações são importantes para negociá-las com o credor, segundo os consultores de finanças pessoais.

 
Além da primeira parcela do 13º, poupe uma quantia mensalmente para ter sucesso na negociação. Se for parcelar o pagamento da dívida negociada, tenha certeza de que as parcelas caberão no orçamento mensal.

Quem é investidor
Caso já seja um investidor, é recomendado usar parte do valor nos investimentos e direcionar a outra parte para a realização de um novo sonho. O dinheiro poupado precisa ter objetivos correspondentes, como uma reserva para emergências, uma viagem dos sonhos ou a reforma da casa, por exemplo.

Nem investidor, nem devedor
De acordo com a DSOP Educação Financeira, quem não tem dívidas, mas não poupa dinheiro, pode achar que está em uma situação tranquila, porém, encontra-se em uma fase preocupante.

“Isso porque, se não desenvolver o hábito de poupar e acabar utilizando a primeira parcela do 13º para o consumo, pode entrar no endividamento caso, no futuro, sofra qualquer imprevisto. Além de ter reservas para situações emergenciais, é importante sair do consumismo inconsciente e se tornar uma pessoa mais feliz, que realiza sonhos constantemente”, afirma.

Dicas gerais
- Faça um diagnóstico financeiro para saber exatamente o quanto você ganha e onde o seu dinheiro está sendo gasto.

- Anote durante 30 dias tudo aquilo que consome, incluindo despesas pequenas e supérfluas para conhecer seu perfil financeiro e saberem quais pontos pode melhorar para levar uma vida de realização de sonhos.

- Estabeleça pelo menos três sonhos: um a ser conquistado em curto prazo, outro em médio e outro em longo.

- Procure saber quanto custará para conquistar cada um dos seus objetivos e defina o quanto será preciso poupar mensalmente para realizá-los. Os sonhos de curto prazo se realizam em até um ano, os de médio entre 1 e 10 anos, e os de longo acima de 10 anos.

- Com os sonhos estabelecidos, procure poupar dinheiro para realizá-los o quanto antes.

- Invista o valor poupado de acordo com o tipo de sonho que deseja realizar. Para sonhos de curto prazo, a poupança é bastante indicada. Para sonhos de médio prazo, CDB, LCI e LCA são interessantes. Para sonhos de longo prazo, considere a previdência privada, por exemplo. Os rendimentos variam de acordo com o tempo em que o dinheiro fica investido.

- Elimine gastos desnecessários e supérfluos e prefira pagar à vista para conseguir descontos e direcionar os valores economizados para a poupança dos sonhos.

 Marta CavalliniDo G1, em São Paulo

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