quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Justiça liberta índio preso em manifestação em Santarém

A Justiça Federal de Santarém libertou o índio Poró Borari, preso em flagrante pela Polícia Federal sob a acusação de cárcere privado a funcionários da  Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).Borari foi preso durante uma manifestação de índios, que protestaram por assistência à saúde na sede da Sesai, em Santarém.  Adenilson Alves, conhecido como Poró Borari, é acusado pela PF de ser o líder do movimento e responsável pelo cárcere privado dos servidores da Sesai. O indígena foi solto graças a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU).

Segundo a defensora pública da União, Ingrid Noronha, e o procurador da República, Camões Boaventura, o indígena não é líder da manifestação e não houve proibição para a livre circulação de pessoas na sede da Sesai. O MPF e a DPU enfatizaram que o indígena não tem passagem pela polícia, além de ser estudante da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e pai de duas crianças, que dependem dele financeiramente.

Além da liberação de Boraci, o MPF pediu a execução de uma multa contra a Sesai pelo descumprimento da ordem judicial para oferecer assistência a 13 etnias da região do baixo Tapajós e Arapiuns. A multa é de R$ 1,9 milhão, correspondente a 197 dias em que a decisão não é cumprida. A justiça havia arbitrado em R$ 10 mil a multa por dia de desobediência.
(ORM News)

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