sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pará registra 406 mil desempregados, segundo o IBGE

Registrando elevação em todas as regiões do País, a taxa de desemprego voltou a avançar no Pará no 2º trimestre do ano e chegou a 10,9% - maior taxa de desocupação dos últimos quatro anos. No mesmo período de 2015, a desocupação no Estado era de 8,9%. Já na comparação com o 1º trimestre deste ano, a elevação foi de 0,9 ponto percentual. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados anteontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em números absolutos, o Pará atingiu 406 mil desempregados entre abril e junho de 2016. São 74 mil pessoas a mais sem emprego na comparação com o 2º trimestre de 2015 ­— ou seja, um crescimento de 22,3%. Se forem levados em conta os números do 1º trimestre desse ano, o aumento foi de 26 mil desempregados, o que caracteriza uma alta de 6,8%.

Mesmo com a elevação do indicador no período, a taxa de desocupação registrada no Pará é apenas a 15ª dentre todos os estados, ao lado do Distrito Federal e de Minas Gerais. Nas primeiras posições aparecem o Amapá, com 15,8% da população em idade de trabalhar desocupada; Bahia, com 15,4%; Pernambuco, com 14,0%; Alagoas, com 13,9%; Rio Grande do Norte, com 13,5%; e Amazonas, com 13,2%. Na outra ponta, com os menores índices, estão Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%), Rondônia (7,8), Roraima (8,0) e Paraná (8,2%).

No Brasil, a taxa geral chegou a 11,3%, com alta em todas as grandes regiões no 2º trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015: Norte (de 8,5% para 11,2%), Nordeste (de 10,3% para 13,2%), Sudeste (de 8,3% para 11,7%), Sul (de 5,5% para 8,0%) e Centro-Oeste (de 7,4% para 9,7%). No 1º trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Outro dado disponibilizado pela Pnad é o cálculo de nível de ocupação, que é diferente da taxa de desocupação, que considera apenas os que têm acima de 14 anos e que desejam ou precisam trabalhar. Segundo o IBGE, todas as pessoas acima de 14 anos são incluídas nessa conta, mesmo as que não procuram trabalho. 

Nessa categoria, o Pará tem 53,7% da população acima de 14 anos ocupada, o que equivale a 3,335 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2016. No primeiro trimestre de 2016, era 3,412 milhões de ocupados, em uma taxa de 55,3%.

No mesmo período de 2015 - de abril a junho -, 3,381 milhões de pessoas estavam ocupadas, o que representava 56,0%. A maior taxa já registrada no Estado foi de 57,9%, no segundo trimestre de 2012. Já a taxa de participação na força de trabalho entre abril e junho deste ano ficou em 60,2% no Pará, menor do que os 61,5% registrados tanto no primeiro trimestre de 2016 quanto no segundo trimestre do ano passado. A maior parcial nessa análise também foi no segundo trimestre de 2012, da ordem de 62,7%.

Remuneração
De acordo com a pesquisa, a remuneração média do trabalhador paraense praticamente não se alterou na comparação com trimestres anteriores. Entre abril e junho deste ano, o salário médio das pessoas ocupadas no Pará ficou em R$ 1.353, valor apenas R$ 22 (1,6%) acima da média do primeiro trimestre (R$ 1.332) e R$ 14 (1,1%) do segundo trimestre do ano passado (R$ 1.339).

A renda dos empregadores lidera de forma disparada no Estado, com média salarial R$ 2.860. Em seguida, vêm os empregados do setor público, com R$ 2.464. No setor privado, a renda média do empregado com carteira assinada é R$ 1.558, alta de 4,3%. Sem carteira assinada, o rendimento mensal é R$ 887, aumento de 0,5%.  Segundo o IBGE, o salário mais baixo entre a população ocupada no Pará, de R$ 610, é recebido pelos trabalhadores domésticos. Autônomos têm rendimento médio de R$ 872.

A Pnad também revela que os paraenses com ou sem carteira assinada praticamente não sofreu alteração em comparação aos dois períodos analisados. "São estimados 673 mil pessoas com carteira de trabalho assinada e 501 mil sem carteira. Ambos os registros não apresentaram variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e, também, em relação ao trimestre anterior", diz a pesquisa.
(O Liberal)

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