sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Planta amazônica é eficaz no tratamento de picada de cobra

Um projeto de pesquisa realizado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) investigou o poder de cura das plantas medicinais utilizadas para tratar o envenenamento por picadas de cobras em algumas comunidades localizadas no município de Santarém, oeste do Pará. O estudo tinha por objetivo resgatar e preservar o conhecimento tradicional sobre o uso de plantas medicinais em acidentes com serpentes na Amazônia, em Santarém, são cerca de 300 casos registrados por ano, principalmente na zona rural. 

 A pesquisadora da Ufopa, Valéria Mourão testou o potencial antiofídico das plantas frente ao veneno da jararaca, através de entrevistas com moradores das comunidades de moradores das comunidades de Cucurunã, São Pedro, Alter do Chão.

A pesquisa trabalhou com a espécie de planta  popularmente conhecida como muúba ou goiaba-de-anta. Em forma de chá, o extrato da casca da planta foi capaz de reduzir o edema significativamente a partir de 30 minutos após a ingestão. “Conseguimos mostrar que os extratos das plantas em forma de chás são bastante eficazes no combate aos efeitos locais do envenenamento” explica.

Na Amazônia, o difícil acesso aos centros hospitalares das grandes cidades para a obtenção de exames e medicamentos contribui para que os moraores desta região busquem tratamentos alternativos. Muitas vezes, as plantas acabam sendo a única forma de acesso aos cuidados básicos de saúde e o saber é repassado de geração para geração.

A picada deste tipo de cobra causa reações graves como edema, dor, hemorragia, necrose, além de problemas de coagulação sanguínea e hemorragia mais severa, “o deslocamento até a área urbana nem sempre é fácil ou rápido. Muitas vezes os pacientes demoram até conseguir receber o tratamento específico”, destaca Valéria.

A pesquisa foi realizada através Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia (PPGRNA). Futuramente existe a possibilidade de desenvolver produtos para uso das comunidades ou de empresas locais. “Isso geraria renda e garantiria a eficácia das plantas medicinais, além de termos produtos seguros para a população. (G1 Santarém)

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