sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Por vaga nas semifinais, Brasil reencontra Austrália: "É revanche, sim"

Austrália pela frente. Elas já viram esse filme antes. Foi no Canadá, no ano passado, o Brasil perdeu para as australianas, nas oitavas de final, e foi eliminado da Copa Mundo. Agora o enredo é diferente. Quartas de final do torneio de futebol feminino da Olimpíada. Jogando em casa, no Mineirão, às 22h (de Brasília), nesta sexta-feira. Muitas personagens são as mesmas. Marta estará em campo, mas as brasileiras têm o desfalque de Cristiane. Por mais que o treinador Vadão esconda o clima de revanche, é difícil negar a que a Austrália ainda está um pouco entalada na garganta. É o que garante a lateral esquerda Tamires.

- Sem dúvida nenhuma, é revanche, sim. Foi recente, há um ano atrás. Infelizmente aconteceu um gol delas nos últimos 20 minutos do jogo. Então, agora esperamos que seja tudo diferente, que a bola entre. Que seja diferente e que a gente saia com a vitória.

E para conquistar a vitória, o time é praticamente o mesmo que venceu os dois primeiros jogos - 3 a 0 contra a China e 5 a 1 contra a Suécia. A única mudança é a entrada de Debinha no lugar de Cristiane, que sofreu uma lesão no posterior da coxa direita e faz uma recuperação intensiva para voltar mais adiante. Tamires acha que o Brasil muda um pouco suas características com a substituição, mas que a nova alternativa pode ser muito bem explorada. 


A Debinha é uma atleta muito veloz, acho que vamos explorar muito as jogadas pelas beiradas. Uma  bola em diagonal também, que ela faz muito bem essa jogada de velocidade. O time vai ficar mais veloz. A Cris é uma centroavante, ela é mais de área mesmo, e a Debinha tem ótima características. Vamos explorar as qualidades dela.

Desta forma, o Brasil entra em campo com Bárbara; Fabiana, Rafaelle, Mônica e Tamires; Thaisa, Formiga, Andressa Alves, Marta; Debinha e Bia. A torcida não deseja esse final, mas as cobranças foram treinadas no treino desta quinta-feira. Tamires espera um Brasil agressivo para marcar um gol ainda no primeiro tempo, no entanto, com inteligência para dominar o jogo no momento certo.

- Vamos entrar buscando o gol a todo momento, mas esperamos um jogo disputado. Temos que tentar manter a bola com a gente, temos que ficar com a bola, e elas vão entrar em desespero. Se o professor pedir, vamos cadenciar, sim, o jogo. 

Ao todo, cinco jogadoras do elenco do Brasil são mineiras, quase 30%. Jogar no Mineirão vai ser inédito para a maioria delas, inclusive para Tamires, que já atuou no Atlético-MG, mas não teve ainda a oportunidade de pisar no gramado do Gigante da Pampulha. 
- Vai ser a primeira vez, a realização de um sonho. Depois que eu voltei a jogar futebol, depois da minha gestação, o primeiro time que me acolheu foi o Atlético-MG. Eu joguei o Mineiro e sempre sonhei em jogar no Mineirão. Naquela época não deu certo, mas agora vai ser maravilhosa.

As adversárias do Brasil vêm de uma primeira fase irregular. Com uma vitória (6 a 1 contra o Zimbábue), um empate (2 a 2 com a Alemanha) e uma derrota (2 a 0 para o Canadá), a Austrália se classificou em terceiro lugar com quatro pontos. Na entrevista coletiva, o treinador Alen Stajcic não deu pistas sobre o time que entra em campo, mas a escalação não deve fugir muito da que goleou o Zimbábue. (Globo.com)

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