segunda-feira, 12 de setembro de 2016

BNDES estuda mecanismos para melhorar acesso a serviço de saneamento no Pará

O Pará deverá ser um dos estados contemplados e inseridos nos estudos que serão feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para melhorar e universalizar os serviços de água e esgoto para a população, cujo desafio ficou ainda maior com o cenário atual de crise econômica, queda de transferências e dificuldade de novos investimentos. Nesta terça-feira (13), será realizada a primeira reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), em Brasília. O BNDES irá trabalhar no diálogo e intermediação entre as empresas estatais de saneamento do país e o programa, ficando responsável pelos estudos para definir o modelo mais adequado para cada Estado e situação.
A discussão tem ganhado força no país, uma vez que 58% dos municípios brasileiros não têm coleta nem tratamento de esgoto. No Pará, o desafio persiste tanto na Região Metropolitana de Belém como no interior do Estado. 

A arrecadação da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) não cobre sequer as despesas, diminuindo, assim, a capacidade de investimentos, algo que uma possível parceria ou concessão poderá realizar. Em 2015, por exemplo, a arrecadação da Companhia ficou em 153 milhões de reais. Já as despesas somam mais de 275 milhões de reais.

Boa parte desses gastos é utilizada apenas para pagamento de servidores. Em 2016, entre janeiro e junho, 92% da receita arrecadada através das contas pelos usuários foi comprometida com o pagamento de pessoal. O restante acaba sendo utilizado para custear os serviços com fornecedores que mantém a operação da empresa. 

“Porém, esse saldo é insuficiente para arcar com todas as despesas da Companhia, dificultando ainda mais novos investimentos”, destaca Luciano Dias, presidente da Cosanpa. Atualmente, a companhia atende a uma população de 3,6 milhões de habitantes em 55 municípios paraenses.

Caso seja concedida a autorização na reunião do PPI, o BNDES vai deflagrar estudo de viabilidade para a busca de soluções em investimentos para estatais em todo país, buscando a criação de modelos atrativos de negócios, ao objetivar a universalização do atendimento de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. 

Além da Cosanpa, outras companhias de saneamento no país buscam apoio do banco para o alcance de alternativas e investimento para o setor, como as estatais do Rio de Janeiro, Rondônia, Espírito Santo, Bahia, entre outros. 
Por Andrea Cunha - Agência Pará

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