quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Greve dos bancários chega ao 16º dia sem definição

A greve dos funcionários de bancos públicos e privados no Estado entra hoje em seu 16º dia. Os bancários se reuniram ontem à tarde em assembleia na sede do sindicato, no bairro do Umarizal, para organizar ações para os próximos momentos do movimento. A categoria decidiu participar amanhã da paralisação nacional de categorias profissionais, convocadas pela CUT e centrais sindicais. Em Belém, haverá concentração dos manifestantes a partir das 9h, em frente ao Mercado de São Brás, seguida de passeata pelas ruas do centro de Belém.

Na assembleia, coordenada pela presidente do Sindicato dos Bancários, Rosalina Amorim, os bancários definiram ações objetivando fortalecer a greve, como atuar no convencimento de colegas de trabalho que não aderiram ao movimento.

Outra ação é a de explicar aos usuários de serviços bancários as razões de a categoria ter adotado a deflagração da greve para alcançar reivindicações econômicas e de condições de trabalho. De acordo com o comando de greve da categoria, não existe nenhuma negociação prevista para as próximas horas entre lideranças dos bancários, dirigentes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes de bancos públicos.

A categoria reivindica 12,78% de reajuste nos salários, auxílio alimentação, auxílio creche/babá, participação nos lucros e contratação de bancários. Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelos bancos de reajuste de 7% (2,39% abaixo da inflação) de reajuste salarial com abono de R$ 3.300.

"Precisamos de cada bancário e bancária em greve presente, tanto nessa manifestação de quinta-feira, como nas manifestações diárias que estamos fazendo em frente aos bancos, seja em Belém ou nos demais municípios do estado. Devemos mostrar para a população que os banqueiros são os culpados por nos manterem em greve”, enfatizou a presidenta do sindicato, Rosalina Amorim.

De acordo com o comando de greve, levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), sobre o desempenho dos cinco maiores bancos brasileiros (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), revelou um lucro líquido de R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016. Porém, os cinco bancos fecharam mais de 13.600 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015 e, juntos, fecharam 422 agências bancárias, como destacam os bancários.

"Por isso nossa pauta de reivindicações é muito mais do que reajuste salarial, pensamos também nos clientes e usuários que sofrem tanto quanto nós, mas de outras formas, seja nas filas de espera por atendimento, em unidades insalubres, tendo que pagar taxas e tarifas altíssimas”, destacou o diretor do sindicato, Gilmar Santos. ( O Liberal)

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