quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Lula fica mais perto da cadeia

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, não economizou frases de efeito para descrever a posição de chefia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema de corrupção da Petrobras. “Comandante máximo do esquema” e “verdadeiro maestro da orquestra criminosa” foram algumas das tantas locuções adjetivas atribuídas a Lula durante a coletiva que detalhou a denúncia oferecida contra ele, sua mulher, e mais seis pessoas ao juiz Sergio Moro. 

Em uma longa explanação, Dallagnol imputou ao ex-presidente e ao seu partido, o PT, a coordenação não só do petrolão, mas da “propinocracia”, palavra criada por ele que significa “governo regido pela propina”. Por meio de seu advogado, Cristiano Zanin, o petista negou todas as acusações e classificou as falas do procurador como “deplorável espetáculo de verborragia.

 Dallagnol disse que Lula estava acima de todas as autoridades envolvidas no esquema. "O petrolão, depois do mensalão, deixa claro que o comandante do esquema não era José Dirceu e sim alguém que estava acima de José Dirceu. Só havia possibilidade de o comandante estar acima, e aí estava o verdadeiro maestro dessa orquestra criminosa”.

Dallagnol descreveu Lula como o "comandante máximo" e o "grande general" do esquema de corrupção da Petrobras. "Essas provas demonstram que Lula era o grande general que comandou a realização e a continuidade da prática dos crimes com poderes para determinar o funcionamento e, se quisesse, para determinar sua interrupção"

 O coordenador da Lava Jato em Curitiba também caracterizou Lula como "aquele que foge da cena do crime após matar a vítima e busca depois calar testemunhas”.

 Segundo o procurador, o ex-presidente era a única figura que tinha condições de reunir todas as forças e agentes necessários para manter o petrolão em funcionamento. "A conclusão inequívoca era de que Lula era o elo comum e necessário entre o esquema partidário e o de governo. O elo evidente de todas essas pessoas, inclusive de fora da estrutura partidária era Luiz Inácio Lula da Silva", disse.

 Para o procurador, o esquema de corrupção na Petrobras é apenas uma parte do que ele chamou de "propinocracia". "Não se trata mais do petrolão. Estamos falando de propinocracia, ou governo regido pela propina. Lula era o comandante do petrolão e do que denominamos de propinocracia".

 O procurador também lembrou do caso do mensalão, que junto com o petrolão classificou como "duas faces da mesma moeda". "Desta vez, Lula não pode dizer que sabia de nada".
 Segundo o Ministério Público Federal, foi Lula o responsável por nomear os diretores da Petrobras que cobravam propina das empreiteiras - muitos deles viraram réus confessos. "Lula estava no topo da pirâmide do poder. No período em que foi estruturado o esquema criminoso do petrolão, foi Lula que deu provimento aos altos cargos da administração pública federal". (Veja.com)

Nenhum comentário:

Postar um comentário