terça-feira, 6 de setembro de 2016

Pará oferece diversas opções de lazer ao turista que vier para o Círio

Faltando pouco mais de um mês para o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, turistas de diversas partes do Brasil e do exterior já se preparam para visitar a capital e acompanhar a festa em homenagem à padroeira do Pará. Além da festividade religiosa, o Estado se destaca pelos contrastes naturais e culturais, com opções variadas de lazer e turismo. Vale a pena se programar e esticar a viagem para desfrutar das praias, igarapés, serras, cachoeiras e trilhas ecológicas presentes nas regiões paraenses.
Tapajós
Quer apreciar uma paisagem caribenha sem sair do país? Que tal viajar para Santarém? Um dos encantos da chamada Pérola do Tapajós, como é conhecida a cidade, é a praia de Alter-do-Chão (Foto), eleita pelo jornal inglês “The Guardian” a praia mais bonita do Brasil. A vila balneária é uma das mais procuradas por turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. O visitante pode chegar por estrada, por rio ou via aérea. Do Aeroporto Internacional de Belém saem voos diários para a cidade. A viagem dura, em média, uma hora.
Saiba mais: Diversidade biológica e patrimônio natural fazem de Santarém a joia do Tapajós

Marajó
O Pará tem o maior conjunto de ilhas fluviomarítimas do mundo, o Marajó. O arquipélago é formado por 16 municípios. Soure é a capital informal e um dos lugares mais visitados. Se você nunca viu um búfalo, a região – origem da tradicional cerâmica marajoara – é propícia para este encontro, por ter o maior rebanho de bubalinos do Brasil. Em Soure é possível apreciar uma paisagem singular, como as praias do Pesqueiro e Barra Velha. Outro município muito procurado é Salvaterra, que tem atrativos como igarapés e as praias Grande e Joanes.
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Oeste

Quando o assunto é ecoturismo, Monte Alegre, no oeste paraense, se destaca pela história e belas paisagens. As serras, lagos e rios são um verdadeiro convite aos aventureiros e amantes da natureza. Entre os atrativos do lugar está o Parque Estadual, unidade de conservação integral onde é possível encontrar sítios arqueológicos que guardam artes rupestres – pinturas e gravuras registradas em rochas –, comprovando a existência humana na região há pelo menos 11 mil anos. As cachoeiras são um espetáculo à parte, assim como a vista do alto das serras, muito presentes na região.
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Sul e sudeste
O banho de rio também é garantido no sudeste paraense, onde as opções de lazer são proporcionadas pelos diversos rios existentes na região. Seja no Tocantins ou no Araguaia, a natureza é generosa. Nesta época do ano eles estão mais secos e cheios de bancos de areia, criando pequenas ilhas que são um convite para a diversão. O município que oferece toda essa diversidade é Marabá. Lá é possível conhecer várias praias, entre elas a do Tucunaré e a região da Taboca. O acesso é feito por estrada – seis horas de carro – ou via aérea, com viagem que dura uma hora.
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O município de Xinguara também reúne as belezas dos rios da região. Entre os locais mais visitados está a praia do Pontão, banhada pelo rio Araguaia, localizada no distrito de São José do Araguaia, distante 115 quilômetros da sede municipal. O local marca não apenas a fronteira entre os Estados do Pará e Tocantins, mas também parte da rica biodiversidade da região do Araguaia.
Saiba mais: Xinguara, município que une as belezas do Xingu e do Araguaia

Salgado
A região nordeste do Estado também tem diversas opções de lazer. Saindo de Belém, é possível chegar a Bragança pela Rota Turística Histórica Belém-Bragança. O caminho conta a história da extinta estrada de ferro da cidade, que no período do ciclo da borracha, entre o fim do século XIX e início do XX, ligou Belém a uma das mais antigas cidades da zona do Salgado. A rota envolve ainda 13 municípios, que oferecem diversas opções de banhos em igarapés e rios, intercalados por estruturas remanescentes das estações, pontes e trilhos da estrada de ferro, além de praias como Ajuruteua, um dos recantos oceânicos de Bragança.
Saiba mais: Na rota Belém-Bragança, o verão paraense brilha entre igarapés, praias e muita história

Nordeste
Para o turista que quiser um banho tranquilo em meio à natureza, Ourém e Capitão Poço são as opções. Os municípios se destacam pelo grande número de igarapés de águas límpidas e geladas. Em Ourém, os mais visitados são o da Tia Loura e Cai N'água; em Capitão Poço, a diversão dos turistas é saltar da ponte e se refrescar no rio Igarapé-Açu, às margens da vila homônima, localizada a 24 quilômetros da sede municipal. Há ainda o balneário Cachoeira e o igarapé Geladeira. É possível visitar também o território indígena Tembé e conhecer um pouco mais da cultura e da arte deste povo.
Saiba mais: Ourém e Capitão Poço: pelos caminhos das águas

A cultura popular de São Caetano de Odivelas é marcada pelos bois de máscaras, manifestação folclórica que teve início na década de 30 e que até hoje se mantém viva. O Boi Tinga e a Vaca Velha são alguns deles. O turista que quiser conhecer de perto o folguedo pode visitar as sedes dos grupos. A cidade cercada pelo Rio Mojuim também é um dos destinos favoritos de quem prefere um programa mais tranquilo. Um passeio pela orla oferece uma bela vista para o rio e suas inúmeras ilhas.

O Pará também tem cidades marcadas por mistérios e enigmas de outros planetas. Colares é uma delas. O local é conhecido pelo lendário registro de invasão extraterrestre na década de 70. Nas ruas é fácil encontrar figuras de alienígenas, que atraem muitos turistas e curiosos, e que são retratados inclusive no artesanato da região. A cidade também é cercada de rios e praias, como Humaitá, Sonrisal e Machadinho. Há ainda opções de balneários, como o da Rayanne e igarapés, como o do Tubinho.Saiba mais: São Caetano e Colares são alternativas para quem busca tranquilidade nestas férias

 Entre os atrativos culturais do nordeste do Estado também está o carimbó, que tem em Marapanim – a capital paraense do ritmo – a maior representatividade. Na cidade também é possível conhecer belas praias, como Crispim e Marudá, localizada no distrito de mesmo nome, e fazer a travessia para a ilha de Algodoal, ocupada apenas por vilarejos de pescadores. Por ser uma área de proteção ambiental, não são permitidos no local veículos motorizados. O transporte é feito em carroças. 

Aos que preferem explorar a riqueza natural da ilha, as dicas são a praia e o lago da Princesa. O acesso é feito por trilhas e rio, em um percurso que revela toda a biodiversidade do mangue, com caranguejos, peixes e pássaros em abundância.
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Por Lidiane Sousa - Agência Pará

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