quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CredCidadão cria oportunidades de crescimento em meio a crise

Ter a possibilidade de sair do desemprego ou formalizar uma ideia de empreendimento é a chance que muitos procuram para superar a crise e melhorar a renda familiar. Para auxiliar neste objetivo, o CredCidadão, programa de microcrédito do Governo do Estado, abre linhas específicas de crédito, principalmente para a população de baixa renda, e ainda colabora para o surgimento de micro-empreendimentos, que aquecem a economia local. A prova disso é o aumento do número de empresas ativas no Pará, que passou de 332.761 em 2015 para 347.763 em 2016.

Este crédito funciona como uma ferramenta efetiva no processo de combate à pobreza, contribuindo para o fortalecimento do empreendedorismo para gerar trabalho, renda e qualidade de vida. Em 2015 o programa beneficiou 2.108 famílias em 71 municípios com um investimento de mais de 6 milhões de reais. Em 2016, até o momento, o programa atendeu 66 municípios e 1753 famílias com um investimento de quase 4,5 milhões de reais.

De acordo com a Junta Comercial do Pará (Jucepa), de janeiro a setembro de 2016 foram abertas no Pará 32.521 empresas, incluindo 25.576 micro-empreendedores individuais (MEI). Em 2015, nesse mesmo período, o número de empresas abertas foi 33.284. Isso significa uma queda de 2,29% na abertura de novas empresas, um cenário esperado dentro de um período de crise.

No entanto, mesmo com este cenário o número de empresas ativas em 2016 é maior do que em 2015. O total de empresas ativas no Pará até setembro deste ano era de 347.763. No final de 2015 esse número era menor, 332.761. “Mesmo com os altos índices de fechamentos de empresas, nós temos um número positivo de empresas ativas. 

Neste caso, temos que entender também que muitas empresas que fecham já estavam inativas há muito tempo. Temos o caso também de empresas abertas que estão paradas. O que realmente aquece a economia são as empresas em atividade”, explica Cilene Sabino, presidente da Jucepa.

Uma destas empresas abertas é a da microempreendedora Antônia Barbosa, 62 anos. Ela passou por diversas dificuldades para se manter e criar os três filhos. Fez faxinas e todos os tipos de “bicos”, até mesmo limpar covas de cemitério para conseguir o dinheiro do dia. Foi quando ela soube do CredCidadão e finalmente conseguiu montar uma pequena loja de confecções na estrada da Maracacuera, no distrito de Icoaraci, em Belém.

“Hoje eu posso dizer que a gente vive bem. Meus filhos estão bem, um deles mora em Santa Catarina e os outros já estão encaminhados. Minha neta trabalha comigo na loja e eu já posso ter a dignidade de comer o que quero, garantir a nossa casa e até fazer planos para viajar. Sou muito grata ao que esse programa de crédito fez por mim e, ao mesmo tempo, isso prova que sempre há uma saída”, diz Antônia.

A empreendedora já conseguiu seu segundo empréstimo, com o qual investe principalmente em mercadoria. Com o resultado positivo da loja ela conseguiu reformar a casa e também virar uma referência no programa. Antônia é convidada com frequência para palestrar e conversar com os novos microempreendedores e aconselhá-los sobre como iniciar e gerenciar o próprio negócio.

“Gerenciar a sua empresa exige muita responsabilidade. Sempre falo isso para as pessoas, que é preciso cuidar desse dinheiro para que seja investido corretamente. Se uma empresa gera três mil reais, este é o valor que pagará as despesas da empresa e não os gastos pessoais. O CredCidadão é importante também por toda essa assessoria técnica que recebemos para desenvolvermos o negócio da melhor forma”, detalha Antônia.

Além do empréstimo, beneficiados recebem assessoria técnica
Quando um cidadão decide empreender e recebe fomento para isso, ele passa a se tornar um microempreendedor. E neste ramo vale de tudo, desde o churrasquinho na frente de casa até mesmo a uma pequena loja de confecções. No caso do CredCidadão, além do empréstimo, os beneficiados também recebem toda a assessoria técnica necessária para criar um plano de negócios, gerenciar o capital investido, como melhorar suas vendas e se manter adimplente com o pagamento das parcelas.

O CredCidadão oferece linhas de crédito para empreendedores que já possuem um pequeno negócio em atividade, os que pretendem ainda começar e, ainda, linhas específicas para batedores de açaí e mototaxistas. Entre as principais demandas estão o setor alimentício, que vão desde pequenos comércios até produtos hortifrutigranjeiros.

Nesta quinta-feira, 27, às 15 horas, na Secretaria Municipal de Educação (Semed) será realizada a entrega de microcrédito para oito mototaxistas da Associação de Mototaxistas de Ananindeua (Assmotan) e Sindicato de Mototaxistas (Sindmoto). O valor do crédito liberado é de R$ 71.896,43.

Na próxima segunda-feira, 31, serão entregues mais 55 benefícios para microempreendedores cadastrados na linha 15, a convencional do microcrédito, que engloba atividades como cabeleireira, venda de cósméticos, produção de hortaliças, criação de aves, entre outros.

Para que estas ações sejam feitas, o programa trabalha em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara), Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“O setor alimentício é uma das nossas maiores demandas e graças a parcerias de vários órgãos estaduais e o Sebrae, nós conseguimos fazer a capacitação e acompanhamento técnico destes empreendimentos, que acabam se tornando uma forma de fortalecimento da economia local e uma fonte de renda familiar. Na maioria dos casos, toda a família está envolvida no microeemprendimento, que com o tempo pode crescer e se tornar uma microempresa”, diz Tetê Santos, coordenadora do CredCidadão.

Critérios
Quem pretende acessar a política de microcrédito deve atender a algumas exigências e será avaliado pela equipe técnica do programa. É necessário que a pessoa seja maior de 18 anos, residir há pelo menos dois no Estado do Pará; estar livre de restrições junto ao SPC, Serasa, Receita Federal d possuir avalista com renda comprovada.

Para as pessoas que solicitarão o crédito de forma individual e para os que pretendem solicitar em grupo, estes candidatos devem fazer parte de uma organização social legalizada. Os valores mudam conforme o empreendimento e inicialmente podem chegar até a 5 mil reais. A partir do pagamento em dia e do desenvolvimento do negócio é possível conseguir valores de até 10 mil reais. Os juros variam de 0,5% até 1% ao mês e o tempo de pagamento é de 12 a 18 meses.

Serviço:
Para mais informações acesso o site http://www.credcidadao.pa.gov.br/ ou conheça os programas municipais de microcrédito com o Fundo Ver o Sol http://www.belem.pa.gov.br/manutencao.html
Por Diego Andrade - Agência Pará

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