segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Pará teve 154 autuações por crimes eleitorais, segundo Segup

As autoridades do Sistema de Segurança Pública consideraram tranquilas as eleições no Pará. Mesmo assim,154 pessoas foram autuadas por crimes eleitorais. Ontem, foram registrados 102 procedimentos policiais, sendo 19 prisões em flagrante e 83 termos circunstanciados de ocorrência (TCO), estes lavrados nos casos de menor potencial ofensivo. Os números foram divulgados ontem à noite, pelo delegado geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino, em entrevista à imprensa, da qual também participou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen. Ele afirmou que "a boca de urna prevaleceu" e que "não houve nenhum incidente mais grave".

No sábado, foram nove procedimentos policiais referentes a crimes eleitorais: três flagrantes e seis TCOs. Nos dois dias, portanto, 111 procedimentos. Rilmar Firmino disse que a Polícia Civil atuou nos 144 municípios e a Polícia Federal, em 17. "Ficou acordado que, onde a Polícia Federal não estivesse presente, a Polícia Civil faria os procedimentos. Mesmo onde tivemos a presença da Polícia Federal, ficou definido que PF faria as prisões em flagrante e que os TCOs ficariam a cargo da Polícia Civil", afirmou.

Segundo ele, a estrutura montada no interior do Estado permanecerá até hoje, segunda-feira, ou, dependendo da situação, até o final do processo eleitoral. "Nós sabemos que, no interior do Estado, tem alguns municípios complicados. Tem o resultado, aí vem a comemoração, e algumas pessoas se excedem. Então, acordamos com a Polícia Militar do reforço permanecer até o final do processo. Para nós, o processo não se encerra hoje (ontem), com o resultdao. Amanhã (hoje) é um dia importante, principalmente no que diz respeito aos eventos de comemoração", destacou.

O delegado geral afirmou ainda que, na lavratura dos TCOs, o que prevaleceu foi a boca de urna, principalmente nas regiões sul e sudeste. "Tivemos muitos procedimentos em Marabá e Redenção referentes à boca de urna", disse. Sobre a tranquilidade das eleições, Rilmar Firmino citou a organização e o planejamento dos órgãos de segurança pública, que atuaram de forma integrada, e, também, a organização da Justiça Eleitoral. 

Também contribuiu, em sua opinião, as mudanças na legislação eleitoral nas eleições deste ano. "Em um passado recente, o dia da eleição era complicado. Hoje, não, é um dia tranquilo. As várias práticas que foram proibidas favoreceram o processo. Eu tenho certeza de que, a cada eleição, o País ganha mais com a democracia e com essas mudanças que só vem facilitar o processo eleitoral", disse.

O delegado André Ribeiro, da Polícia Federal, explicou que a legislação prevê que a PF é a Polícia Judiciária Eleitoral, a responsável por apurar crimes eleitorais. "Fizemos planejamento junto com a Segup, para que a Polícia civil, devido à sua capilaridade no Estado, atuasse nos casos mais corriqueiros, como boca de comum, muito comum infelizmente, e a Polícia Federal ficou mais destinada a casos mais graves, como compra de votos e transporte ilegal de eleitores", disse.

Ele citou a operação que a delegacia regional da PF realizou, ontem pela manhã, em Marabá. Na ação, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, apreendidos R$ 155 mil com candidatos que disputavam o cargo de vereador - dinheiro esse que seria destinado à compra de votos - e um candidato foi preso em flagrante com três armas de fogo ilegais. "Ou seja, a gente pôde ter uma atuação um pouco mais específica na investigação dos crimes devido a essa articulação com a Polícia Militar, no patrulhamento, e a Polícia Civil, nos crimes mais cotidiano das eleições. E, em Belém, dois candidatos foram conduzidos à PF porque eles próprios estavam fazendo a boca de urna", explicou o delegado André.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos, falou da atuação da PM, tanto no trabalho ostensivo quanto preventivo, e também classificou a eleição como tranquila. E destacou o trabalho integrado com as demais instituições. O major Portela, do Comando Militar do Norte, disse que quatro mil homens do Exército atuaram no Pará, estando presente em 70 cidades. (O Liberal)

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