segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pesquisas indicam empate pela Prefeitura de Belém

As primeiras pesquisas de segundo turno apontam uma disputa acirrada pela Prefeitura de Belém, com os dois candidatos tecnicamente empatados. Na Doxa pesquisa, Zenaldo Coutinho (PSDB) aparece em primeiro na corrida eleitoral, com 44,3% das intenções de voto, contra 41,4% do candidato Edmilson (PSOL). Brancos e nulos somam 6,6% dos eleitores e 7,7% não souberam responder. O instituto realizou 800 entrevistas durante os dias 11 e 14 de outubro e registrou a pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) sob o protocolo PA-03025/2016. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de Segurança é de 95%; o que quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. As pesquisas podem ser conferidas na edição de O Liberal de ontem domingo (16).

Já o levantamento realizado pelo Ibope Inteligência, a pedido da TV Liberal, traz o candidato do PSOL com 46% das intenções de voto, tecnicamente empatado na disputa com o atual prefeito, que aparece com 43% das menções (considerando a margem de erro da pesquisa que é de quatro pontos percentuais). Neste levantamento (PA-08127/2016), realizado entre os dias 11 e 13 de outubro, com 602 eleitores, os que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 9% do eleitorado e 2% não sabem ou preferem não responder a pergunta. O nível de confiança utilizado também é de 95%.

Considerando apenas os votos válidos, que desconsidera as intenções de votos que, nas pesquisas, foram contabilizadas como brancos, nulos, não sabem e não responderam, Zenaldo surge com 51,5% das preferências da análise da Doxa e Edmilson com 48,5%. Pelo Ibope, os percentuais são de 52% para o candidato psolista e 48% para o tucano. 

No entanto, quando os entrevistados foram consultados sobre quem eles acreditam que será eleito prefeito de Belém, independente da sua intenção de voto, em ambas as pesquisas, Zenaldo apareceu em primeiro, acima das margens de erro. Na Doxa, os percentuais foram de 49,6% contra 38,6% do candidato do PSOL, e, no Ibope, a diferença foi de 50% x 41%, respectivamente.

A Doxa pesquisa avaliou ainda o índice de rejeição dos dois candidatos e apontou resultados muito próximos: 38,5% para Zenaldo e 35% para Edmilson. Já o Ibope não mediu a impopularidade dos candidatos, porém foi a única que trouxe as avaliações dos eleitores em relação as atuais gestões municipal, estadual e federal. Para a maioria, a administração de Zenaldo Coutinho frente a prefeitura de Belém é regular (38%); outros 34% consideram ruim/péssima; e 29% ótima/boa. Uma parcela de 51% desaprova a forma do tucano administrar a capital paraense e 41% o aprova - 7% não sabe ou não respondeu.

Em âmbito estadual, Simão Jatene teve avaliação regular de 41%; ruim/péssima de 35%; e ótima/boa de 24%. Já os primeiros meses do governo Michel Temer teve a maior parte das repostas para ruim/péssima (44%), seguido por regular (35%) e ótima/boa (14%). Outros 6% preferiram não responder.

Perfil
Outra análise exclusiva da pesquisa Ibope foi o perfil dos eleitores dos dois candidatos que disputam a Prefeitura de Belém. As intenções de voto em Edmilson são bastante homogêneas nos diferentes segmentos analisados na pesquisa. Nota-se, porém, que quanto mais jovem é o eleitor, maior a intenção de votar no candidato. Entre os candidatos de 16 a 24 anos, por exemplo, Edmilson lidera as menções com 58% contra 34% do seu adversário.

Em relação ao atual prefeito ocorre o inverso: as citações a Zenaldo Coutinho são mais expressivas conforme aumenta a idade do eleitor. O cenário mais significativo é entre os entrevistados com 55 anos ou mais, onde a diferença chega a 13 pontos percentuais: 50% a 37%. 

O candidato destaca-se também entre eleitores cuja renda familiar mensal é de mais de dois e até cinco salários mínimos (50% x 43%). O Ibope questionou ainda os entrevistados que responderam a intenção de votar branco ou nulo se poderiam mudar de opinião até o dia das eleições: 14% estão suscetíveis a mudança e 85% disseram que a decisão é definitiva. (O Liberal)

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