sábado, 15 de outubro de 2016

Professor garante avanços na aprendizagem no ensino público estadual

Quando ele chega saudando a todos, começa a aventura do conhecimento para cidadãos de praticamente todas as idades, seja na sala de aula convencional ou na telinha do computador, televisão ou celular. Sem o professor, não basta dispor de espaços bem organizados ou de recursos tecnológicos de última geração. A presença de 24 mil professores na rede pública estadual de ensino se apresenta cada vez mais estrutural para o desenvolvimento de habilidades e competências dos estudantes, no dia a dia das escolas.

A atuação desses profissionais tem gerado experiências vitoriosas na educação paraense. Uma delas é a elevação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Estado, de 2013 para 2015, o segundo maior crescimento no país. Na rede de escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), os professores respondem pelo atendimento de 64 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio, educação profissional, educação indígena, educação quilombola e Educação de Jovens e Adultos (EJA). São 983 escolas na rede estadual.

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Carlos Guimarães, no bairro da Marambaia, por exemplo, os professores contribuíram para que o Ideb 2015 dessa unidade de ensino atingisse 5.7, ou seja, a escola já superou a meta nacional proposta pelo Ministério da Educação (MEC) para a escola em 2017, de 5.6. A turma dos alunos do quinto ano do ensino fundamental em 2015 se destacou no processo ensino-aprendizagem, como resultado do trabalho pedagógico da escola, como relata a professora Valéria Foro da Silva, 39, há oito anos na escola.

“Esse índice foi atingido por causa de vários fatores, como a leitura. Se o estudante não lê, não consegue resolver a prova, não consegue interpretar o que se pede na prova de Língua Portuguesa e Matemática”, afirma Valéria, ressaltando que a participação dos pais no processo de aprendizagem dos alunos foi fundamental.

“Quero ensinar as crianças que não têm oportunidade de estudar”, destaca a aluna Talita Freitas Campos, 11 anos, do quinto ano na Escola Carlos Guimarães. Sobre a professora Valéria, a menina declara: “Ela é a melhor professora que eu tive, porque aprendo muito com ela”.

“O crescimento do Ideb da educação reflete o esforço das escolas, em particular da Seduc e secretarias municipais de Educação, no que se insere o professor, em prol da proficiência dos alunos e do fluxo escolar, ou seja, o enfrentamento da reprovação e da evasão escolar. O aluno é a nossa razão de ser e o professor é fundamental para o atendimento ao estudante”, afirma a secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage.

Descobertas – Um professor é movido por desafios. Esse é o caso, entre outros, do professor Telêmaco Pereira da Silva, 42 anos. Há oito anos, ele atua na educação prisional, integrando a equipe da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) da Seduc que atende detentos e egressos. Telêmaco leciona agora para alunos na Fábrica Esperança, em parceria com a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe).

A remissão da pena é um dos motivos que levam cidadãos privados de liberdade a voltar a estudar. “Quando os alunos chegam à sala de aula (como parte do sistema penitenciário) e começam a visualizar que eles têm potencial, essa primeira ideia da remissão de pena começa a ficar de lado. Eles passam a ter outros interesses, percebem que são capazes, que aprendem e que podem ser diferentes”, pontua Telêmaco.

Para ele, “o professor na casa penal é um alimentador de possibilidades, de avançar nos estudos, de mudar de vida, de o aluno se descobrir como cidadão com potencial, porque o conhecimento empodera a pessoa”, afirma. “A educação só é educação enquanto propiciar transformação e mudança, agregar conhecimento”, completa.

A Seduc mantém frentes de formação de professores em Belém e em outros municípios, inclusive, nos próprios programas e projetos pedagógicos do Pacto pela Educação do Pará. Em dois anos em funcionamento, o Centro de Formação de Profissionais de Educação (Cefor) já atendeu 4,5 mil professores e diretores de escolas da rede pública estadual, além de professores de escolas públicas municipais no Estado, em sintonia com as metas do Pacto pela Educação do Pará e o Sistema Paraense de Avaliação Educacional (Sispae).
Por Eduardo Rocha - Agência Pará

Nenhum comentário:

Postar um comentário