quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Gás de cozinha pode ter aumento no Pará, segundo Dieese

Com a alteração dos contratos de fornecimentos de GLP com distribuidora adotado pela Petrobras, o preço do botijão de gás pode sofrer alterações ainda esta semana no Pará, segundo análises do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ainda que a estimativa seja de aumento de R$ 0,20 no caso do botijão de 13 kg, o custo para o consumidor final pode se maior. Segundo a estatal, a alteração nos contratos foi feita “para melhor refletir custos de logística que tipicamente deveriam por elas ser cobertos, mas que eram suportados pela companhia. 

Na prática, está se reduzindo subsídios às distribuidoras de GLP.” Ainda na nota, a Petrobras diz que esse movimento é semelhante ao realizado há dois anos para os contratos de fornecimento de diesel e gasolina.

No caso do botijão residencial, de 13 quilos, o impacto estimado sobre os preços é de R$ 0,20 por unidade, em média nacional. Ainda segundo cálculos internos, “o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão nos preços cobrados pela Petrobras às distribuidoras”, diz a nota. Em Belém, segundo o Dieese, na semana passada o botijão de gás de 13 kg foi encontrado entre R$ 45 e R$ 60, em Ananindeua entre R$ 50 a R$ 60 e Castanhal entre R$ 60 e R$ 65.

'Qualquer aumento no preço do Gás de Cozinha só deverá trazer mais problemas para toda a população principalmente a de menor poder aquisitivo. Outro fator preocupante é com o impacto na alimentação (restaurantes, comida fora, etc.) a tendência é de aumentos nestes produtos e consequentemente da inflação, caso estes cortes de subsídios sejam amplamente transferidos para o consumidor final. Vamos esperar para ver', conclui Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese. (ORM News)

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