terça-feira, 8 de novembro de 2016

'Pará Sustentável' é apresentado a secretários e dirigentes de órgãos estaduais

O governo do Estado investe fortemente em um novo padrão de governança e desenvolvimento econômico e social para as suas regiões com a elaboração e discussão de agendas estratégicas que têm como pilar a sustentabilidade do ecossistema amazônico. Entre essas iniciativas está o "Pará Sustentável". O projeto foi apresentado a secretários e dirigentes de órgãos da administração pública estadual na tarde de ontem segunda-feira (7), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. O governador fez, primeiramente, um apanhado sobre o cenário nacional, apresentando à equipe de gestores do Estado as alternativas que precisam ser colocadas em prática para continuar garantindo que o Pará enfrente a crise financeira. 

"Todo esse esforço é fundamental para continuar garantindo o pagamento em dia do funcionalismo público, mantendo investimentos, racionalizando e fazendo mais com menos", afirmou o governador Simão Jatene.

O "Pará Sustentável" é um projeto tem como objetivo geral reduzir a pobreza e a desigualdade no Estado e está ancorado em três pilares, o "Pará 2030", voltado para as matrizes econômicas, incentivando as cadeias produtivas para fomentar a geração de emprego e renda; o "Pará Social", destinado ao desenvolvimento familiar e inclusão social, e o "Pará Ambiental", direcionado para a sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

"Precisamos intensificar esse tipo de trabalho para que, em conjunto, possamos deixar um legado para a população. Neste cenário, todos têm que assumir seu papel e nós, como gestores públicos, temos mais responsabilidade ainda na implementação efetiva desse novo modelo de gestão e desenvolvimento para o Estado", acrescentou Simão Jatene.

Para colocar todas essas ações em prática o Governo do Estado tem cada vez mais buscado parcerias estratégicas com organizações nacionais e internacionais. Entre as instituições que fazem parte desse trabalho está o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat) e o Instituto Dialog.

Em se tratando de Amazônia, o Pará ocupa uma posição diferenciada perante o mundo e para isso precisa se organizar para se consolidar como protagonista deste cenário de possibilidades. Um exemplo disso foi a participação do Estado durante a III Conferência das Nações Unidas para a Habitação e o Desenvolvimento Urbano Sustentável, realizada em Quito, capital do Equador, no último mês de outubro. Na Conferência, que só ocorre a cada 20 anos, foram definidas as novas diretrizes da ONU para as cidades, a chamada “Nova Agenda Urbana”.

"Temos que criar uma agenda de mecanismos estruturantes que possam viabilizar esses projetos e participar efetivamente de discussões que garantam a criação de indicadores específicos para a Amazônia. Só assim conseguiremos avançar e estamos trabalhando para isso", pontuou Liane Freire, presidente do Dialog, parceira da ONU no projeto.
Ainda de acordo com a representante do Instituto, o Pará deve receber em 2017 o primeiro evento pós-Habitat III, consolidando o Estado como piloto para a efetivação de uma nova agenda mundial.

 E ainda no início do ano, outros dois grandes encontros devem ser realizados, dessa vez reunindo mais de vinte técnicos e especialistas de todo o mundo para discutir os desafios das cidades amazônicas sustentáveis. "As discussões e participação do Estado serão fundamentais para a consolidação do Pará nessa posição diferenciada", ressaltou Liane Freire.

Durante o encontro também foram apresentados os avanços em relação ao "Pará 2030", que já estão em pleno desenvolvimento. "O Pará Sustentável, entre outras iniciativas do governo do Estado, se apresenta como instrumento fundamental para o grade salto que o Estado precisa dar em desenvolvimento", destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki. "Além disso, o Pará 2030 e os outros planos estão estritamente ligados, uma vez que melhorando a economia também poderemos melhorar os indicadores sociais", acrescentou.

Um dos principais mecanismos do Pará 2030 é o incentivo à verticalização das cadeias produtivas. Durante a elaboração do plano foram diagnosticadas 23 oportunidades de investimento e desta análise, foram eleitas 12 cadeias produtivas prioritárias, entre elas estão a agricultura familiar sustentável, grãos, logística, verticalização do pescado, turismo e gastronomia, produção e verticalização do açaí, entre outros. O plano se desdobra em 70 iniciativas, 280 ações e 1.400 marcos de implementação que serão fundamentais para dinamizar a economia e melhorar os indicadores socioeconômicos nas diversas regiões paraenses.

O "Pará Social" também está em pleno desenvolvimento. Segundo a secretária Extraordinária de Estado de Gestão Estratégica, Noêmia Jacob, esta iniciativa, além do desenvolvimento familiar também inclui melhorias em áreas como saúde, cultura, esporte, segurança, entre outros pontos. "A agenda estratégica desse e dos outros planos está sendo estruturada segundo a lógica de desenvolvimento sustentável do Estado. Cada gestor terá suas metas e responsabilidades e para isso é fundamental a atuação de todas as secretarias", avaliou. Com isso o projeto quer promover a melhora na qualidade de vida da população, equidade e inclusão social, sustentabilidade ambiental.

"Estamos vivendo em uma fase de transição muito importante e é dessa soma de esforços que chegamos ao 'Pará Sustentável'. E esse três 'Parás' que o compõem se complementam. Temos grandes desafios e projetos viáveis com aceitação da sociedade. Essa é uma responsabilidade em conjunto e em tempo de crise econômica nacional temos que redesenhar o modelo de gestão, pois só assim conseguiremos lidar com os grandes vilões do nosso Estado, que são a pobreza a e desigualdade", finalizou o governador Simão Jatene.
Por Lidiane Sousa - Agência Pará

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