sábado, 19 de novembro de 2016

Próximo dos 70 anos, O Liberal é parte da história do Pará

 A história da imprensa brasileira começa em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil. Até então, qualquer atividade de imprensa era proibida em terras brasileiras. O primeiro jornal impresso do País surgiu em 13 de maio de 1808, com a criação da Impressão Régia pelo príncipe-regente Dom João. No Pará, o primeiro jornal foi “O Paraense”, que começou a circular em 1822, sob o comando de Filippe Alberto Patroni Martins Maciel Parente. Neste período do século 19, a corte portuguesa exercia forte influência sobre a Província do Grão-Pará e foi nesse contexto que “O Paraense”, que defendia ideais de liberdade política e de imprensa, foi constantemente reprimido e fechou em 1823. 

Com o tempo, os jornais foram se consolidando no dia a dia da Província do Grão-Pará.
O LIBERAL surge em 1946 para defender o então senador Magalhães Barata e a sua legenda, o Partido Social Democrático (PSD). 

Vinte anos depois, em 1966, ele é comprado pelo empresário Romulo Maiorana, que imprime uma revolução tecnológica em sua gráfica, com a primeira impressão em offset, modernizando a forma e o conteúdo da IMPRENSA Jornal se consolidou como via de expressão da opinião pública imprensa no Pará. Mas, antes de O LIBERAL, outros jornais surgiram em Belém e até em outras cidades paraenses.

Depois da experiência de “O Paraense”, em 1876, Joaquim José de Assis - que também criou outras publicaçõescomo os periódicos “O Pelicano” (maçom) e o republicano “O Futuro”, ambos em 1872 - uniu-se a Francisco de Souza Cerqueira e Antônio José de Lemos para criar “A Província do Pará”, que tornou-se o jornal que circulou por mais tempo no Estado, com exatos 126 anos nas ruas, até fechar suas portas em 2001.

“A Província do Pará” ganhou força e se consolidou com trajetória política de Antônio Lemos, o intendente municipal de Belém que permaneceu em cargos de liderança por 14 anos. Somente 20 anos depois do aparecimento de “A Província do Pará”, em Belém, surge a “Folha do Norte”, o segundo jornal de maior duração do Pará, com 78 anos de publicação. 

A “Folha do Norte’’ foi fundada por Enéas Martins e Cypriano Santos e apoiava Lauro Sodré, que foi senador, governador do Pará e um dos maiores adversários políticos de Lemos.
No início do século 20, a “Folha do Norte” e “A Província do Pará” eram os principais jornais do Estado e apoiavam grupos políticos divergentes.

 Em 1912, Lemos foi acusado de planejar um atentado contra Lauro Sodré e teve a casa e seu jornal incendiados, sendo expulso de Belém em seguida; a publicação de A Província foi interrompida. Depois desses episódios, Sodré se consolidou na vida política sem grandes oposições e a Folha passou a ser o jornal da situação.

A Província reabriu suas portas em 1920, mas interrompeu as atividades, de novo, em 1926, por problemas financeiros. Já nos anos 30, novamente questões políticas afetaram a imprensa do Pará, em razão da oposição que a Folha do Norte fazia ao então interventor do Pará, Joaquim de Magalhães Barata. Apesar da crescente oposição, Barata se tornou senador em 1945. Em 1946, para defender a si próprio e ao Partido Social Democrático, ele ajudou a criar O LIBERAL, juntamente com outras pessoas ligadas à política de então. 

Em 1947, A Província voltou a circular, dessa vez sob a direção dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. A partir daí, A Província do Pará, a Folha do Norte e O LIBERAL tornaram-se os principais jornais do Pará no século 20, apesar de a Folha começar a perder força na década de 1960. Em 1965, O LIBERAL foi comprado por Ocyr Proença, que mudou a linha de ação política do periódico.

Em 1966, Romulo Maiorana comprou o jornal, iniciando-se um novo período, com alterações sucessivas em sua produção e inaugurando a tecnologia de impressão em offset no Pará. A Folha foi também adquirida por Romulo Maiorana, em 1972, mas teve suas atividades encerradas em 1974. 

A partir desse momento, A Província e O LIBERAL permaneceram como os dois principais jornais em circulação até que, em 2001, A Província fechou as portas, definitivamente. No último 15 de Novembro de 2016, O LIBERAL, das Organizações Romulo Maiorana, completou 70 anos de circulação no Pará, como um dos principais impressos do Brasil. (O Liberal)

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