quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Bandida: Prefeita de Ribeirão Preto é levada para o presídio de Tremembé

A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), presa na Operação Mamãe Noel, foi levada para a Penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, na noite de ontem terça-feira, 6. Dárcy Vera foi capturada em ação da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco) na sexta-feira, 2. O Ministério Público de São Paulo revelou três esquemas na Prefeitura de Ribeirão Preto: indicação de terceirizados em troca de apoio político, fraudes licitatórias no DAERP e conluio para prática de peculato e corrupção com advogados e o Sindicato dos Servidores Municipais. O esquema envolvendo os advogados, a entidade e a Prefeitura teria desviado R$ 45 milhões. Dárcy Vera teria sido beneficiária de R$ 7 milhões.

Na mesma penitenciária está o casal Nardoni, condenado pela morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos. Em março de 2008, a criança foi jogada do sexto andar do apartamento onde o pai e a madrasta moravam. Dois anos depois, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados a 31 e 26 anos de anos prisão, respectivamente.
Assassina confessa do marido, Elize Matsunaga chegou a Tremembé em 2012, após ter esquartejado o empresário Marcos Kitano Matsunaga e ocultado seu cadáver. Seu marido era diretor executivo da Yoki. Em 2013, o juiz Adilson Paukosi Simoni, da 5ª Vara da Capital, decidiu enviar Elize a júri popular. 

De acordo com o magistrado, ela teria agido por motivo torpe.DivulgaçãoCumprindo pena pela morte da ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos, Limdembergue Alves também está em Tremembé. O crime ocorreu em 2008, quando o rapaz invadiu o apartamento da ex-namorada e a fez refém por mais de 100 horas. Ele foi condenado a 98 anos e dez meses de prisão, pena que foi reduzida para 39 anos e três meses em 2013.


Três anos após o assassinato de Márcia Nakashima, em 2010, o vigia Evandro Bezerra Silva, acusado de ser cúmplice do ex-PM Mizael Bispo de Souza, foi condenado a 20 anos de reclusão. Em depoimento, Evandro confessou ter dado carona ao ex-PM perto de onde o corpo da advogada foi achado.

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto também cumpre pena em Tremembé. Ele foi condenado a 28 anos de prisão, em 2000, sob a acusação de lavagem de dinheiro, corrupção e fraude no processo de concorrência da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Condenado em 2000 pelo assassinato da namorada, a jornalista Sandra Gomide, o jornalista Pimenta Neves cumpre pena em Tremembé. Após cumprir um sexto da pena, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira, da Vara das Execuções Criminais de Taubaté, permitiu em 2013 que o jornalista cumpra em regime semiaberto a pena de 14 anos e 10 meses.Ayrton Vignola/Estadão

O mais novo casal do Complexo Prisional de Tremembé é formado pela psicóloga Natália Ponte, de 29 anos, e Guilherme Longo, de 28 anos. A mãe e o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, morto em novembro de 2013, negam envolvimento no assassinato da criança. Eles devem ficar na prisão até o julgamento do caso, que deve demorar até dois anos para ocorrer, de acordo com o Ministério Público.

Assassina confessa dos pais, o casal Manfred e Marísia Richtofen, Suzane Von Richtofen, na época com 18 anos, recebeu a ajuda de seu então namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Christian no crime. Eles confessaram ter matado o casal com uma barra de ferro. O crime aconteceu em 2002 e todos foram condenados por homicídio triplamente qualificado.
Dárcy foi presa a pedido do Procurador-Geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio. 

Além da prisão preventiva, o Ministério Público também requereu a decretação da indisponibilidade dos bens da prefeita, o que foi também foi autorizado pelo desembargador Marcos Correa, da 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, relator do caso. O Tribunal de Justiça de São Paulo é a instância responsável por julgar prefeitos.

Além da prefeita, foram presos na sexta Maria Zuely Librandi, Sandro Rovani e Marco Antônio Santos.Planilhas e apontamentos de combinação para o pagamento de propinas foram encontrados na fase anterior da operação e, graças a um acordo de delação premiada de um dos envolvidos o esquema de falsificação de documentos para justificar a transferência dos honorário teria sido comprovado. (Estadão)

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