quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Governador Simão Jatene fala sobre Operação Timóteo

O governador Simão Jatene usou seu perfil na rede social Facebook, ontem, para se pronunciar acerca da Operação Timóteo, deflagrada na última sexta-feira (16). A seguir, trechos do pronunciamento do governador. As informações são da Agência Pará de Notícias.
"Amigas e amigos, "Essa é a fala que eu jamais imaginei algum dia ter que fazer, mas a vida nos ensina que nem sempre fazemos o que gostaríamos. Precisamos fazer aquilo que deve ser feito. É por isso que, em respeito a cada um de vocês, em respeito à minha família, em respeito à minha história, é que venho fazer esses esclarecimentos.
"Recentemente, conforme divulgado pela imprensa, órgãos de fiscalização e controle do governo federal fizeram uma grande operação em vários Estados e no Distrito Federal, buscando identificar desvios e ilegalidades no pagamento e utilização da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como Royalties Minerais.

"Para os que não sabem, a CFEM é uma contribuição recolhida pelas empresas mineradoras, para a União, que por sua vez tem a responsabilidade de fiscalizar esses pagamentos e fazer a distribuição entre Estados, Distrito Federal e municípios mineradores.

"Assim como governador, considerando que nenhum órgão ou secretaria de Estado foi sequer citado ou está envolvido na operação, tenho pouco a dizer, a não ser desejar que a mesma, além de esclarecer sobre o uso dos recursos, contribua para mostrar a necessidade de revisão da legislação que trata da matéria, a qual sempre achei insuficiente e injusta com os Estados mineradores.

"Por outro lado, como pai, não posso deixar já de início de registrar a profunda dor e estranheza que me causou ver o nome de um filho, cuja história não sugere ou registre qualquer desvio de conduta, figurar na referida operação. Preocupado em ser justo, e não fugir da verdade, fiz questão de ler centenas de páginas, para constatar que meu filho Alberto é mencionado poucas vezes, e de forma absolutamente superficial, como se mostrará adiante.

"Com 48 anos de vida pública, nada fiz de que me envergonhasse, e isso os paraenses sabem, apesar da ensandecida, truculenta e escandalosa campanha para denegrir minha imagem e da minha família, que o "império de comunicação" do grupo chefiado pelos Barbalhos, nacionalmente conhecidos pelo seu comportamento ético e moral, faz cotidianamente, demonstrando o quanto é socialmente perigoso e nefasto o controle de veículos de comunicação nas mãos de políticos que os usam, sem escrúpulos, para enganar a população visando apenas alcançar o poder.

"Foi o comportamento desses políticos, que desqualificaram a política, forjando fortunas inexplicáveis, que deram motivação a uma espécie de quase histeria que exige a destruição de reputações e execração pública como se fosse catarse necessária a nos livrar da lama daqueles que, sem poder limpar suas histórias, tentam manchar as de outros, especialmente se esses não se curvaram aos seus caprichos e vilanias.

"Sem qualquer antecedente criminal, tendo família constituída, endereço fixo definido e histórico pessoal e familiar irreparável, meu filho Alberto teve pedido de prisão temporária decretada, pelo fato de terem sidos identificados dois depósitos feitos por alguém sob investigação nas contas de duas empresas das quais não é sequer o sócio administrador.

"Assim, o que poderia ter sido facilmente esclarecido com uma intimação para depoimento perante à autoridade policial, uma vez que os depósitos se referiam a dois contratos assinados entre os postos e a pessoa investigada, foi transformado em prisão, com todas as consequências, familiares, sociais, psicológicas, de qualquer ato de privação de liberdade.
"Por outro lado, vale ainda mencionar trecho da peça policial de acusação, à qual só tivemos acesso após a prisão, que diz textualmente: 

"Em que pese a inexistência de elementos aptos a indicar, nesse momento, qualquer tipo de participação de Alberto Jatene nas fraudes perpetradas em desfavor do município de Parauapebas (PA), fato inconteste é que duas de suas empresas receberam transferências de recursos de origem ilícita..."

"Como se um comerciante pudesse saber a origem dos recursos de todas as pessoas com quem transaciona. A rigor, tal afirmação só confirma que, lamentavelmente, as autoridades sustentaram uma prisão, ainda que temporária, num quadro de absoluta insegurança e dúvida quanto a qualquer tipo de participação ou prática de um ato ilícito. O que, além de sinal dos tempos, é no mínimo temerário em qualquer sociedade moderna e democrática.

"Em meu nome pessoal e de toda família, agradeço pelas incontáveis manifestações de solidariedade. Aos que nos conhecem, nada a acrescentar. Aos demais, apenas o renovar do compromisso de continuar a luta por uma sociedade mais justa, fraterna e feliz. 

Desejando a todos engajados nessa luta sabedoria, equilíbrio e maturidade, para que não permitamos que muitas vezes a urgência e desejo de fazer acabe prejudicando ou nos afastando do objetivo de contribuir para um Brasil menos desigual, no qual direitos e deveres sejam faces da mesma moeda, e confiança princípio civilizatório." ( O Liberal)

Nenhum comentário:

Postar um comentário