segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Pará registra recorde histórico de cheques sem fundos

Entre janeiro e novembro deste ano a porcentagem de cheques devolvidos por insuficiência de fundos no Pará bateu recorde histórico: 6,53%. Em números absolutos, são quase 225 mil folhas devolvidas, do total de 3,5 milhões de cheques compensados no mesmo período. É o maior índice de devoluções para os onze primeiros meses do ano no Estado desde 1991, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, divulgado hoje.

A proporção paraense só fica atrás das proporções dos consumidores do Amapá (17,40%), de Roraima (10,08%), Maranhão (9,13%), Acre (7,72%) e Amazonas (6,86%). Ainda para efeito de comparação, a média brasileira de devoluções também foi a maior já registrada entre janeiro e novembro, desde o início da série histórica, com percentual de 2,37%. Outro recorde negativo é o registro isolado do último mês de novembro no Pará. 

No mês passado, 7,72% dos cheques emitidos por consumidores paraenses voltaram por falta de fundo - novamente, maior índice para o mês desde 1991. Em outubro, o índice de devolução foi de 6,57% das folhas compensadas e, no mesmo mês de 2015, foi de 7,26%.

Proporcionalmente, foi o quinto maior percentual de devolução do País no mês, sendo superado pelo Amapá (22,29%), Roraima (16,04%), Maranhão (10,20%) e Acre (9,50%). 

No País, novembro fechou com o percentual de devoluções por insuficiência de fundos de 2,46% do total de emissões - segundo maior índice para o 11º mês do ano desde o início da série histórica do indicador, atrás apenas de novembro/2015, quando a porcentagem atingiu 2,61%
São Paulo surge na outra ponta, com percentual de devolução de cheques sem fundo de 1,80%, tanto no índice mensal quanto no acumulado do ano. Santa Catarina e Paraná surgem na sequência, com proporção de 1,99%, cada um, de devoluções no ano. 

No mês de novembro, as proporções destes dois Estados é de 1,97% e 2,03%, respectivamente.
Dentre as regiões, o Norte computa a segunda maior média do País de devoluções, sendo 5,21% no mês de novembro e de 4,51% entre janeiro e novembro de 2016. O Nordeste surge com os maiores percentuais, de 5,26% no mês e de 4,69% no ano; e o Sudeste com os menores: 1,97% e 1,94%.

INCENTIVO
Segundo os economistas da Serasa Experian, a inadimplência com cheques permanece em patamar elevado por causa dos impactos do desemprego e da inflação sobre o poder de compra dos consumidores. Além disso, diante desse cenário econômico de queda do consumo, muitos varejistas estão buscando fidelizar o cliente e estão utilizando o cheque como principal instrumento de pagamento.

Segundo o levantamento trimestral do Perfil do Consumidor Inadimplente realizado pela Central de Recuperação do TeleCheque, serviço oferecido pela MultiCrédito, 51% das mulheres utilizaram o meio de pagamento e entraram em contato com a empresa para renegociar seus débitos.

O estudo foi elaborado com base nos 800 consumidores que procuraram o serviço de renegociação de dívidas entre os meses de março e maio de 2016. Nesse período, quem mais renegociou as dívidas foram as mulheres casadas, entre 31 e 40 anos, com um dependente, com segundo grau completo, que atuam em empresas privadas.
O valor médio dos débitos do público feminino foi de R$ 200 a R$ 499,99, os principais gastos foram com alimentação (10,5%), farmácias (4,87%) e vestuário (4,75%), e a principal causa foi o descontrole financeiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, entre os homens que utilizam o cheque como meio de pagamento, a inadimplência foi de 23,75% por descontrole financeiro, mas com gastos com a manutenção e acessórios automotivos. Vale destacar que a inadimplência por conta do desemprego cresceu 15,9% entre homens e mulheres na comparação com os números do mesmo período de 2015. (O Liberal)

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