sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Estado do Pará recebe R$ 54 milhões

Com o sistema penitenciário no país em crise, o Pará vai receber cerca de R$ 54 milhões para investimento no setor - a maior parte do dinheiro já está com o governo estadual. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) fez coletiva de imprensa, na manhã de ontem quinta-feira (19), para repassar o que foi colocado em reunião, em Brasília, nas últimas terça e quarta-feira, envolvendo o presidente da república, Michel Temer, o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, secretários de segurança pública, superintendentes do sistema penitenciário e governadores da região norte e centro-oeste, que fazem fronteiras com países da América do Sul, para estabelecer estratégias que evitem o trânsito de drogas e armas entre os países vizinhos e também de evitar novas rebeliões nos presídios.

Das novas medidas que serão implantadas está a inserção de um sistema nacional que vai possibilitar o armazenamento de dados da população carcerária tanto de forma quantitativa como qualitativa. Foram repassadas também informações sobre a expansão das ações de profissionalização dos presos, a construção de cinco novas penitenciárias federais, cada uma com 220 vagas, e a implantação de Núcleos de Inteligência Policial (Nipo) nos 26 estados do país e no Distrito Federal.

Com relação à reunião, o secretário de segurança pública do estado, Jeannot Jansen, informou que a principal mensagem e o resultado da conversa é de que a crise do sistema penitenciário não é um problema local, mas nacional. “Com esse encontro destaco que o problema da violência não é regional ou estadual é nacional. Esse é o sentimento básico, mas de mãos dadas e unidos podemos enfrentar”, destacou o secretário.

A reunião dos governadores com o presidente Michel Temer pontuou sobre as estratégias de enfrentamento para os problemas ocorridos nas fronteiras com os países vizinhos relacionados ao tráfico de drogas e armas. Além da questão da superlotação carcerária, que é vista no momento como o principal problema em decorrência dos motins que vem se espalhando em vários estados do país. (O Liberal)

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