sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Preço dos alimentos da cesta básica continuam a subir

Diante à crise, ir ao supermercado comprar apenas o básico virou rotina dos consumidores. Os produtos continuam altos e a tendência para 2017 é subir cada vez mais, até porque a alimentação básica dos paraenses está entre as mais caras do país. Nem os tradicionais arroz e feijão fugiram dessa situação. Segundo uma pesquisa do Dieese-Pa (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta sexta-feira (13), a alimentação em janeiro de 2016, com a entrada de novos produtos na cesta básica, teve um reajuste médio de 16,70%, totalizando até dezembro de 2016, R$ 401,71. Isso comprometeu mais da metade do salário mínimo, que até o final do mês passado, era de R$ 880 reais.

O arroz e feijão que fazem parte dos ítens da alimentação básica, tiveram os maiores reajustes de preços. O quilo do feijão carioquinha teve uma alta de 47,76% e o arroz do tipo 02, de 11,34%. A explicação para esse aumento ao longo dos anos é a importação da metade dos produtos que compõem a cesta básica e alguns fatores relacionados a comercialização.

O preço dos alimentos alteraram durante os meses de janeiro a dezembro de 2016. O feijão, por exemplo, foi comercializado em janeiro nos supermercados da capital a R$ 5,37. Já em novembro custou R$ 7,11, e fechou dezembro, sendo vendido a R$ 6,59.

O consumo mensal do feijão por trabalhador no Pará atingiu, no mês passado R$ 29,66, causando um impacto de 3,66% em cima do salário mínimo. Já o tempo de trabalho para consumir o produto foi de aproximadamente 7 horas e 25 minutos. Ou seja, para adquirir as mesmas quantidades do produto durante o ano, os assalariados paraenses tiveram que pagar mais e trabalhar mais.

No caso do arroz, foi previsto 3,6 kg para cada pessoa. Sendo que o trabalhador teve que desembolsar R$ 9,54, com um impacto de 1,18% no salário mínimo e tempo de trabalho para adquiri-lo de 2 horas.
(ORM News)

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