segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pará tem 1º caso de violência doméstica homoafetiva

Na manhã de hoje, foi preso o morador de rua que diz se chamar José Ricardo Araújo, 26 anos. Ele foi acusado de agredir e ameaçar uma travesti que mantinha relacionamento homoafetiva há oito meses. Ela (que não quis se identificar), tem 41 anos e já havia denunciado o companheiro para Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), mas houveram dificuldades em expedir a medida protetiva pelo fato dele não ter endereço fixo. Segundo informações da vítima, ele pediu ajuda por apenas dois dias, e ela concordou oferecendo abrigo em sua casa. Ela relata que eles acabaram se apaixonando e que somente depois de alguns meses ele começou a agredi-la, era muito dominador, demonstrava ser muito ciumento, e chegava a realizar diversas ameaças de morte.

No final de semana, a travesti foi agredida no olho direito e na cabeça com um cadeado e uma pedra. Seu pai, que tentou defendê-la da agressão, também foi ferido no braço com o pedaço de pau que José Ricardo portava. Hoje o acusado voltou a ameaçá-la, só que dessa vez foi preso em flagrante, no bairro do Castanheira. Agora José Ricardo responderá por ameaça e lesão corporal grave, dentro do Artº 5º, Parágrafo único - Lei Maria da Penha, sem possibilidade de pena alternativa ou fiança.

A vítima fez exame de corpo e delito e foi atendida pelo Propaz. Por ser uma situação específica, foi oferecido abrigo à ela, mas a mesma recusou. Fernanda Marinho, delegada de plantão da DEAM disse que o preso não quis se manifestar de maneira nenhuma. "Ele já está preso e será transferido", declara.

Ainda segundo a delegada, tanto ela quanto o pai estão feridos mas passam bem. Ela está assustada por medo dele sair da prisão e voltar a ameaçá-la. Esse é o primeiro caso no Estado do Pará que tem o enquadramento de violência doméstica para uma relação homoafetiva, incluída na Lei Maria da Penha. 
(ORM News)

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