sábado, 6 de maio de 2017

Campanha prevê imunizar 23,5 mil indígenas no Pará

Ministério da Saúde lança hoje sábado (06) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) 2017. A ação, que teve início no sábado, 22 de abril, se estenderá até o dia 21 de maio e tem como objetivo reforçar a imunização dessas populações, alcançando aldeias, áreas de difícil acesso e com baixa cobertura vacinal. Serão disponibilizadas 180 mil doses de vacina contra diversas doenças, como hepatite B, paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche, meningite, influenza, caxumba, febre amarela, HPV entre outras. Para realizar a mobilização, o Ministério da Saúde está investindo mais de R$ 4,5 milhões, incluindo despesas com logística, transporte e imunobiológicos.
Segundo os dados da Pasta de Saúde, quatro Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) estão localizados no Estado do Pará, com população geral de mais 23,5 mil - Dsei Kayapó do Pará (sede em Redenção e 4.948 habitantes); Dsei Rio Tapajós (sede em Itautuba e 10.337 habitantes); Dsei Amapá e Norte do Pará (sede Macapá/ AP e 10.875 habitantes); e Dsei Guamá Tocantins (sede Belém e 7.724 habitantes).

A cerimônia de abertura ocorrerá concomitantemente ao lançamento do 15º Mês de Vacinação das Américas, evento coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em diversos países da América Latina. Para este ano, o local escolhido foi a Aldeia Linha 9 Amaral, localizada no Dsei Vilhena, município de Cacoal (RO), no Brasil. Está confirmada a participação das lideranças indígenas das etnias Suruí, Cinta-Larga e Rikbatsa, além do secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Toccolini, corpo técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde, o oficial de família, gênero e curso de vida, da Opas/OMS, Bernardino Vitoy.

De acordo com o ministério, os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas do País receberão uma força-tarefa, com a missão de imunizar 114 mil indígenas aldeados em todas as regiões, abrangendo 82 Polos Base, 1.012 aldeias e 138 etnias. O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas é uma ação organizada anualmente pela Secretaria Especial de Saúde Indígena, que visa fortalecer a vigilância epidemiológica das doenças imunopreveníveis nas aldeias e intensificar atividades de rotina para completar esquemas de vacinação.

Infra-Estrutura
Mais de 3 mil profissionais já estão envolvidos na ação e mais da metade (50,5%) são Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (Aisan). Também compõem a equipe médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal, que integram as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A logística dessa vacinação é diferenciada, levando em consideração as especificidades dessa população e as necessidades de transporte das equipes e insumos até as aldeias, seja por carro, barco, helicóptero ou avião.

Ainda conforme o ministério, para realizar a mobilização em lugares distantes dos grandes centros e muitas vezes isolados, estão sendo investidos mais de R$ 4,5 milhões, incluindo despesas com logística, transporte e imunobiológicos. O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas teve início em 2005 e faz parte da Semana de Vacinação nas Américas, liderada pela Opas. No Brasil, a ação acontece no mesmo período da campanha de vacinação contra a gripe, realizada nos meses de abril e maio.

A vacinação indígena é uma ação universal, tendo em vista que abrange toda a população e está disponível em todos os Dseis. Sua operacionalização nas áreas de difícil acesso é complexa, não apenas devido a fatores como diversidade cultural e dispersão geográfica, mas também à necessidade de acondicionamento, conservação e transporte, em condições especiais, dos imunobiológicos. (Sucursal O Liberal em Brasília - DF)

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