terça-feira, 2 de maio de 2017

Em um ano, Santarém registra apenas 11 casos de dengue


Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), nos primeiros meses de 2017 houve uma redução de 58% no número de casos confirmados de dengue no Estado, se comparados com o mesmo período de 2016. No município de Santarém, oeste do Pará, a redução foi ainda maior considerando que em 2015 foram registrados 36 casos da doença, e de janeiro de 2016 até o final do primeiro trimestre de 2017, houve apenas 11 casos confirmados da doença. 
 Embora sejam números baixos se comparados a anos anteriores, a população precisa estar sempre alerta, principalmente durante o inverno amazônico, período em que as chuvas são mais intensas e provocam alagamentos. Terrenos baldios e acúmulo de lixo em áreas expostas à chuva também representam grande perigo, por serem criadouros potenciais para proliferação do Aedes aegypti.

Danilo Carvalho já teve a doença e hoje redobra os cuidados para evitar que outras pessoas da família passem pelo mesmo sofrimento. “Eu perdi quase 10 quilos, não conseguia comer nada e sentia muita dor no corpo, febre e fraqueza. Foram dias difíceis e eu achei que ia morrer. Hoje a minha casa tem tela nas janelas e nas portas e eu sempre uso e passo repelente nos meus filhos para evitar que eles sejam picados por esse mosquito ”, contou.

Bairros/ Casos confirmados de Dengue:


  • Caranazal - 03 Positivos
  • Aeroporto Velho - 03 Positivos
  • Nova República - 03 Positivos
  • Alter do Chão - 03 Positivos
  • Vitória Régia - 02 Positivos
  • Jacamim - 02 Positivos

Já de Janeiro de 2016 até o 1° trimestre de 2017 os bairros com casos positivos foram Alvorada e Santana com 02 registros em cada. Com relação ao índice de infestação da doença onde foram encontrados maior número de focos de dengue no mesmo período foram :

Bairros / Focos de dengue:



  • Santíssimo - 10,47
  • Ipanema - 9,76
  • São Cristovão - 7,50
  • Vitória Régia - 6,06

Aedes Aegypti


O Aedes aegypti – nome que significa "odioso do Egito" – é combatido no país desde o início do século passado. A partir de meados dos anos 1990, com a classificação da dengue como doença endêmica, passou a estar anualmente em evidência. Por ser um mosquito urbano que fica em contato constante com o homem, ser muito adaptável e ter um apetite especial por sangue humano, o inseto se tornou um eficiente vetor para a transmissão de doenças.

Sintomas


Os vírus da dengue, chikungunya e zika provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes e de notificação obrigatória por parte das equipes de Vigilância Epidemiológica das Secretarias Municipais de Saúde.


Segundo o ministério da saúde, o tratamento para dengue, chikungunya e zika vírus é sintomático e é importante que os profissionais de saúde, sobretudo os médicos, reconheçam precocemente os sinais de hemorragia para a correção rápida com infusão de fluídos, bem como a lista de medicamentos contraindicados em casos de suspeitos de dengue. (G1/Tapajós)

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