quinta-feira, 29 de junho de 2017

Agressão de advogado a jornalista causa revolta em Santarém

O ato violento executado pelo advogado Alexandre Paiva, contra a jornalista Dominique Cavaleiro aconteceu no início da tarde de quarta-feira (28), em frente à 16ª Seccional de Polícia Civil.
A repórter do site G1/Santarém realizava a cobertura jornalística da prisão do cliente de Alexandre, fotografando com o aparelho celular, o momento em que o preso estava sendo conduzido em direção da viatura policial, quando o advogado iniciou agressão, dando tapa violento na mão da jornalista, a pancada foi tão forte que o celular da jornalista caiu no chão. Insatisfeito, Alexandre Paiva ainda deu um chute no aparelho.
Diante do ocorrido, a jornalista registrou Boletim de Ocorrência. A agressão está sendo apurada pelo delegado de Polícia Civil Herbert Farias Júnior, que deverá convocar a vítima e suspeito para subsidiar as investigações do caso. A notícia causou indignação e revolta não somente nos profissionais da imprensa, como em toda população, que vê em tal ato, uma forma violenta de tentar calar a imprensa.

O jornalista Edy Portela, apresentador do Programa Patrulhão da Cidade, classificou o caso como uma verdadeira covardia, afirmando que o ato praticado por Alexandre Paiva demonstra a sua incompetência em defender o cliente.

“Covardia isso. Eu me solidarizo com a colega jornalista Dominique. O advogado que parte para violência, visando proteger a imagem de seu cliente é um covarde e incompetente. Pois assim assume que não tem capacidade de defender por intermédio das normas legais”, disse Portela.

Sindicatos representantes da categoria divulgaram Nota de Repudio, e por todo dia de hoje (29), devem encaminhar denúncia aos órgãos competentes. Na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), será realizada uma representação contra o advogado, solicitando a abertura de processo disciplinar.
Acompanhe abaixo a integra das notas dos Sindicatos:

NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão de Santarém e Região se solidariza com a profissional , Dominique de Nazaré Cavaleiro Macêdo, de 27 anos, que atua como repórter pelo Globo Esporte e G1 em Santarém, pelo ato violento sofrido durante cobertura jornalística da prisão do advogado Osmando Figueiredo, decretada por agredir e ameaçar a ex-companheira, Elaine Castro, e descumprir a medida protetiva estabelecida pela justiça a favor da mesma.

O ato violento contra a repórter aconteceu na tarde de hoje, em frente a Delegacia de Polícia Civil de Santarém,  durante a realização de imagens, através do seu próprio celular. Dominique foi agredida na mão com um tapa, teve o aparelho jogado ao chão, e também chutado, sendo assim danificado. Um Boletim de ocorrência do fato já foi registrado contra o Advogado  Alexandre Paiva, que defende Osmando Figueiredo, e realizou as agressões contra a repórter.

O Sindicato dos Radialistas de Santarém repudia os atos de violência contra os profissionais da imprensa, os quais se configuram claramente como ataques à liberdade do exercício profissional.

O atentado a profissional Dominique Cavaleiro, significa um abuso de poder contra toda a imprensa, uma tentativa de corromper o direito do povo em conhecer as verdades dos fatos que se passam em nossa sociedade.

NOTA DO SINJOR-PA
O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), por meio da Diretoria Regional do Tapajós (DRTap/Sinjor-PA), solidariza-se com a jornalista Dominique Cavaleiro, repórter e editora do G1 Santarém, que foi agredida, nesta quarta-feira (28), pelo advogado Alexandre Paiva, em Santarém.

A agressão aconteceu, na porta da 16ª Seccional de Polícia Civil, durante a cobertura da transferência de um outro advogado, que está preso por ser acusado de ameaçar sua ex-mulher e tentar esfaquear um amigo dela. A jornalista fazia o registro fotográfico com celular, quando Alexandre Paiva deu uma tapa na mão dela, tomou o aparelho e o chutou, danificando-o.

O Sinjor-PA repudia veementemente todo tipo de violência contra jornalista e de cerceamento ao exercício profissional, assim como a violação do direito de acesso à informação pela sociedade. Por isso, enviará ofício à Delegacia Geral da Polícia Civil pedindo celeridade na conclusão do inquérito para que o responsável seja punido.
Por fim, o Sinjor-PA pede os jornalistas vítimas de cerceamento ou violência que denunciem imediatamente ao Sindicato para que o caso seja notificado e medidas necessárias sejam tomadas.
RG 15 / O Impacto

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