terça-feira, 13 de junho de 2017

Ciop amplia instalações e capacidade de atendimento

O Centro Integrado de Operações (Ciop) em breve estará de cara nova. Considerado a porta de entrada da população para o acesso aos serviços oferecidos pelo Sistema Integrado de Segurança Pública, o Ciop amplia a sala de operações, com a obra de reforma que inclui a completa troca do piso elevado, toda a parte elétrica e lógica, revestimento acústico e mobília. O atendimento no call center 190, que foi parcialmente terceirizado, agora opera com capacidade total. O objetivo é agilizar os serviços e garantir maior cobertura em Belém e no interior.
“São oito frentes de trabalho na revitalização da sala de operações, que é o coração do Ciop. É o local onde fazemos o atendimento das chamadas, o despacho das viaturas e o videomonitoramento na Grande Belém. Com a obra, vamos ampliar a capacidade”, explica o diretor do Ciop, coronel PM Heyder Calderaro Martins. O novo layout foi estrategicamente pensado para melhorar o fluxo de atendimento ao cidadão que recorrer ao serviço 190. Foram adicionados mais quatro pontos do call center e dois para o despacho. A obra vai marcar as comemorações pelos 19 anos do Ciop.

A terceirização do call center 190 possibilitou ao Ciop atender em plena capacidade operacional. O terceiro e o quarto turnos (que compreendem o horário das 18h às 6h), horários de maior índice de ocorrências, receberam o reforço de 15 novas pessoas. “Operávamos com 60% da capacidade. Agora estamos com força total. Isso representa mais ocorrências atendidas”, explica o diretor do Ciop. Os operadores contratados são civis, que foram treinados para receber as ligações feitas para o serviço.

Os novos contratados participaram de treinamentos e seleções nos últimos meses. Com as contratações, os militares que trabalhavam no atendimento foram remanejados para os setores de despacho e videomonitoramento. Alguns voltaram para as funções de policiamento, reforçando o policiamento nas ruas. “O objetivo da terceirização parcial do serviço de atendimento é justamente ter um melhor aproveitamento das chamadas, com maior eficiência no serviço. A meta é garantir maior efetividade no menor tempo possível”, explica o coronel.

Além da revitalização da sala de operações e da contratação de mais pessoal, o Ciop lança ainda este ano edital para ampliar o videomonitoramento em Belém e no interior. Atualmente o serviço opera com 180 câmeras em todo o Estado, 120 somente em Belém. “As câmeras ficam espalhadas para cobrir os locais com o maior número de ocorrências criminais. Elas são instrumento fundamental a serviço da segurança pública atualmente”, frisa o coronel Heyder Calderaro. Os novos equipamentos serão mais resistentes e vão produzir imagens com maior resolução.

Conscientização – O Ciop recebe cerca de dez mil chamadas telefônicas por dia. No período de janeiro a maio deste ano, a ocorrência mais denunciada foi a poluição sonora, que respondeu por 35,42% das ligações feitas para o 190. Em seguida aparecem atitude suspeita (12,97%), roubo (11,04%), veículo (7,88%), ameaça (7,67%) e lesão corporal (7,11%). Ainda no top 10 das chamadas estão briga (6,46%), levantamento em local de trânsito (3,96%), ocorrências com animais (3,77%) e drogas ilícitas (3,7%).

Para combater um dos principais desafios ao sucesso do atendimento – o trote, que responde por 33% das ligações –, o centro faz um trabalho educativo e de conscientização em escolas e nos meios de comunicação. “Esse tipo de chamada falsa reflete a educação do povo. Em países desenvolvidos, não se passa trote para o serviço de emergência. Uma linha ocupada de maneira indevida significa que alguém com necessidade real deixa de ser atendido”, explica o diretor.

O mesmo trabalho desenvolvido em Belém é feito também no interior. Existem oito Núcleos Integrados de Operações (Niops), nas cidades de Altamira, Capanema, Castanhal, Conceição do Araguaia, Marabá, Paragominas, Santarém e Salinópolis. Na última terça-feira (6), o Ciop promoveu uma reunião de nivelamento com os diretores dos núcleos para definir procedimentos e aprimorar o atendimento. “Tudo para que possamos afinar o trabalho e manter o padrão. Hoje oferecemos um serviço que é referência no Estado”, conclui o coronel.
Por Luiz Carlos Santos -Agência Pará

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