terça-feira, 27 de junho de 2017

Jatene defende Cheque-Moradia em evento e desarma Barbalhos

O governador Simão Jatene, que após um recente período de recesso de saúde, voltou às atividades na última segunda-feira (26), defendeu o programa Cheque-Moradia, pelo qual foi acusado de compra de votos pela coligação comandada por Helder Barbalho (PMDB), seu adversário nas últimas eleições ao governo em 2014. A fala do governador foi proferida na cerimônia de inauguração de conjunto residencial do programa "Minha Casa, Minha Vida", na tarde de ontem (26), em Belém. Helder Barbalho ouviu todas as críticas calado, a menos de um metro do governador. ''Amigos, eu não poderia não vir. Eu vinha de moleta, de cavalo, de barco, eu vinha de qualquer jeito, sabe porque, ministro Bruno? Porque a luta pela casa própria, a luta pela residência não é uma invenção de discurso de agora, não é não.
Todos sabem lá atrás no primeiro governo ainda, quando nós criamos o cheque-moradia, todos diziam que isso era quase impossível. E quantas famílias já foram beneficiadas? Hoje, serve de referência. E alguns vêm tentando criminalizar esse Programa para que ele se acabe, mas não vai acabar porque ele não é meu. Esse Programa não é do Governo do Estado. Esse Programa é de vocês, é do povo do Pará'', disse o governador Simão Jatene.


No dia 14 deste mês, o Tribunal Superior Eleitoral suspeitou que um dos juízes do TRE Pará que participou da análise do recurso eleitoral tem ligação direta de amizade com Helder Barbalho e suspendeu preliminarmente o julgamento do processo de cassação contra Jatene. 

O governador não cumprimentou nominalmente todas as autoridades presentes no palanque armado para as autoridades. Ele fez questão de dizer que poderia esquecer o nome de alguém, contudo ele pediu agradecimentos especiais aos operários que trabalharam na obra e às lideranças comunitárias que tiveram a paciência de esperar para ter a sua casa própria. "Enquanto os ricos nesse País e nesse Estado têm fortunas que não conseguem explicar como conseguiram. 

Não conseguem explicar'', disse Jatene em tom alto, numa evidente crítica à família Barbalho, que responde a uma série de denúncias e processos que vão desde enriquecimento ilícito, como com supostas contas bancárias na Suíça, à desapropriação irregular de terras. Antes de entrar na política, tinha dois imóveis declarados. Hoje, é proprietário da Rede Brasil Amazônia, que inclui rádios, o jornal Diário do Pará, fundado em 1982, e a TV RBA, adquirida em 1990, por US$ 12 milhões.  

O novo condomínio “Viver Primavera” com 704 unidades na rua do Ranário, no bairro do Tapanã, foi entregue na presença massiva dos novos moradores e do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

Leia, na íntegra, o discurso do Governador Simão Jatene:
Meus amigos, antes de tudo quero agradecer a Deus por me permitir viver e dividir este momento com cada um e todos vocês, mas eu quero agradecer mais do que isso. Amigos, certamento, muitos poderiam imaginar que eu teria várias razões para não estar aqui hoje. Todos sabem que recentemente eu fiz uma intervenção, o Bruno (ministro Bruno Araújo) até chegou a lembrar a história do coração. 

Mas eu quero deixar muito claro para vocês o seguinte: as orações de vocês, os abraços, o carinho de vocês, esse é o melhor remédio. Essa é a única coisa que justifica, então, é por isso, que mais até, do que a presença de cada um, eu quero agradecer o carinho de vocês. Porque a presença, Bruno, a presença a gente pode levar numa máquina de fotografia, no celular, usado hoje mais filmar e fotografar, do que para conversar. Mas, carinho a gente só leva num lugar, sabe qual é? No coração da gente. 

Eu levo desse Estado o carinho dessa gente, o carinho desse povo que é um povo guerreiro, um povo sofrido, mas é um povo que jamais perde a esperança, a crença. A crença de que a sociedade pode ser tanto melhor ou pior quanto mais cada um de nós formos melhores ou piores. 

Eu sempre digo que a gente quer um mundo melhor para os homens, mas nós não vamos ter um mundo melhor para os homens, se a gente não tiver homens e mulheres melhores para o mundo. Esse é o grande desafio, essa é a nossa grande luta. 

É por isso, Bruno, me perdoem de não cumprimentar a cada um, mas se eu fosse cumprimentar todas as autoridades aqui, eu certamente seria injusto porque eu esqueceria o nome de qualquer um de vocês e eu estaria sendo injusto, precisamos virar uma página da história e da política deste País, onde um político chega e diz 'eu faço', 'eu estou trazendo'. Nenhum político está fazendo com o dinheiro do seu bolso, não. 

Está fazendo com o imposto que o cidadão paga, com o imposto que vocês pagam, é por isso que estou aqui, porque sem dúvida alguma, é lamentável nesse País, sem dúvida, muitos ao em vez de servirem ao público se serviram do público. E essa página precisa ser virada. 
 Mas, meu caro Bruno, meus caros deputados, vereadores, Caixa Econômica, eu quero um agradecimento muito especial aos operários que construíram aqui. 

Um agradecimento muito especial a cada uma das lideranças comunitárias que teve a paciência de esperar para ter a sua casa, ter o seu lar, enquanto os ricos nesse País e nesse Estado têm fortunas que não conseguem explicar como conseguiram. Não conseguem explicar. É por isso que eu fico muito feliz, esse é o tipo de evento que a gente quando sai, sai maior do que chegou porque leva o carinho de vocês, leva o amor de vocês, leva a crença de vocês. 

Amigos, eu não poderia não vir. Eu vinha de moleta, de cavalo, de barco, eu vinha de qualquer jeito, sabe porque Bruno? Porque a luta pela casa própria, a luta pela residência não é uma invenção de discurso de agora, não é não. Todos sabem lá atrás no primeiro governo ainda, quando nós criamos o cheque-moradia, todos diziam que isso era quase um impossível. E quantas famílias já foram beneficiadas? Hoje, serve de referência. 

E alguns vêm tentando criminalizar esse Programa para que ele se acabe, mas não vai acabar porque ele não é meu. Esse Programa não é do Governo do Estado. Esse Programa é de vocês, é do povo do Pará. Muito obrigado, meus amigos, pelo carinho e presença. Viva o Pará.  (ORM)

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