segunda-feira, 12 de junho de 2017

Médica que recusou atendimento a criança deve ser ouvida pela polícia

                                                                            Polícia Civil espera ouvir nesta segunda-feira, 12, o depoimento da médica Haydée Marques, de 59 anos, acusada de negligenciar socorro a uma criança de 1 ano e meio na semana passada. Portador de deficiência neurológica, Breno Rodrigues Duarte da Silva morreu enquanto esperava um novo atendimento. De acordo com o relato de Rhuana Lopes Rodrigues, mãe de Breno, a ambulância já havia chegado ao condomínio em que a família vive, na Barra da Tijuca, zona oeste, quando a médica da ambulância rasgou o documento com o pedido de atendimento e fez a ambulância dar meia volta.
 Denúncias
Após o caso ter se tornado público, outras denúncias apareceram. Vanessa Pinheiro Martins, de 33 anos, contou que o pai, Leonel Martins, de 62 anos, portador de esclerose amiotrófica, precisava apenas de uma lavagem estomacal. No entanto, o seu estado de saúde se agravou após ter ficado 10 minutos sem oxigênio a caminho da ambulância, por orientação de Haydee.

Segundo a delegada Isabelle Conti, em 2011, a médica se recusou a atender um paciente que requisitou tomografia. "A paciente se exaltou, e a médica, indignada, chegou a arranhar a vítima. Isso foi em uma unidade de saúde no bairro de Todos os Santos, na zona norte do Rio. 

O caso foi para o Ministério Público e foi oferecido a ela uma transação penal, ou seja, uma pena alternativa. No entanto, ela não cumpriu as medidas impostas pela transação penal. O processo prescreveu pelo tempo decorrido", contou.

Na semana passada, a polícia procurou a médica em três endereços. Os agentes estiveram em Botafogo, no Recreio dos Bandeirantes e em Benfica. Mas, em nenhum deles, a anestesista foi encontrada.
        

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