sexta-feira, 21 de julho de 2017

Derramamento de óleo de embarcação é ameaça para a Ilha de Mosqueiro

Estudo  premiado no XXV Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi aponta que a Ilha de Mosqueiro, principal espaço praieiro para a maioria dos belenenses, possui alto grau de vulnerabilidade associado ao derramamento de óleo. A Ilha não possui, no entanto, alto grau de vulnerabilidade à inundação. As informações constam do estudo “Índice de vulnerabilidade costeira aplicado a uma ilha fluvio-estuarina – Ilha de Mosqueiro (Belém-PA)”, de autoria do estudante de Engenharia Ambiental Yago Parente, orientado pelos geólogos Amílcar Mendes e José Berredo Reis da Silva, pesquisadores do Programa de Estudos Costeiros do Museu Goeldi.

O estudo de Yago foi um dos três trabalhos premiados na sessão Ciências da Terra e Ecologia. O trabalho teve por objetivo diagnosticar e estabelecer um prognóstico sobre a vulnerabilidade costeira da Ilha de Mosqueiro, uma das quatro dezenas de ilhas que fazem parte da Região Metropolitana de Belém. A 80 quilômetros de Belém, a ilha possui cerca de 20 quilômetros de linha de costa, com destaque para o setor noroeste, onde se concentram as praias estuarinas. Segundo o IBGE, a região possui 212 quilômetros quadrados de área e uma população de 27 mil habitantes. 

Foram utilizados dois índices para definição da vulnerabilidade da ilha. O primeiro é o Índice de Vulnerabilidade Costeira (IVC-Padrão), que leva em consideração seis variáveis: geomorfologia, variação da linha de costa, declividade, cenários de elevação do nível médio do mar, altura significativa de ondas e amplitude de maré. O segundo índice utilizado é o chamado Índice de Vulnerabilidade Costeira ao Derrame de Derivados de Petróleo (IVC-DDP), que integra o índice de sensibilidade do litoral, variação da linha de costa, infraestrutura urbana e vegetação.  

“A gestão costeira é um tema bastante relevante atualmente, pois a região litorânea é considerada altamente suscetível a processos erosivos, inundações e acidentes que envolvam o derrame de óleo e derivados. Ainda mais em regiões inseridas em áreas de influência direta de instalações portuárias, com tráfego de embarcações constante e intenso ou com zonas de fundeio, como é o caso da Ilha de Mosqueiro”, explicou Yago Parente.

Na zona costeira amazônica são encontrados os maiores bosques de manguezais do País e onde deságua o rio Amazonas, responsável por 16% de toda a água doce que chega aos oceanos. A área também abriga três regiões metropolitanas em sua faixa litorânea – Belém (PA), Macapá (AP) e São Luís (MA )O Liberal)

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