quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Militares são julgados por morte de empresário em Belém

O cabo do Exército Laurent Ricardo de Souza Pereira, de 28 anos, e o soldado Fabiano de Jesus Mattos Raiol, também de 28, serão julgados na manhã desta quinta-feira (17), no Fórum Criminal de Belém, pela morte do empresário Antônio Junior Moraes da Silva, ocorrida em novembro de 2014 na capital paraense. A vítima foi encontrada carbonizada dentro do próprio carro na mata da Ceasa. O motivo do crime seria uma dívida que os réus tinha com Antônio e estavam com dificuldade para quitá-la.  Na manhã de hoje serão ouvidas três testemunhas de defesa de Laurent e duas testemunha de defesa de Fabiano.  O júri será presidido pela juíza Angela Alice Alves Tuma, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. 

Segundo a denúncia, os acusados teriam matado à vítima juntos e depois incendiaram o corpo junto com o carro. O motivo seria uma dívida no valor de R$ 6 a R$ 9 mil reais, que eles deviam à Antônio e estavam com dificuldades para pagar. Ambos foram presos em novembro do mesmo ano e em depoimento assumiram autoria do crime. Antônio Junior Moraes da Silva era dono de uma empresa de confecções emprestava dinheiro a juros altos.


A Divisão de Homicídios (DH) apurou que o cabo Laurentt estava ao lado da vítima no veículo e o soldado Raiol foi quem usou o próprio cinco para asfixiar Antônio Júnior. A vítima usava uma arma e teria ameaçado os assassinos, que decidiram matá-lo antes que ele concretizasse as ameaças. Segundo o inquérito, os réus teriam assassinado a vítima asfixiada e depois decidiram incendiar o carro do empresário com o corpo dentro na mata da Ceasa.Depois dos procedimentos administrativos da DH, os acusados foram entregues ao Comando Militar do Norte. 

Na época, a polícia chegou até os acusados porque soube que uma pessoa havia dado entrada no Hospital Metropolitano com queimaduras. Esse paciente era Laurentt Ricardo de Souza Pereira, que no momento em que incendiava o carro da vítima, acabou sendo atingido pelas chamas. O outro acusado continuava trabalhando e foi preso dentro do Comando Militar do Norte. (ORM)

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