quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Valorização do policial e preservação da memória marcam os 199 anos da PM do Pará

As vésperas de completar 199 anos, no próximo dia 25 de setembro, a Polícia Militar do Pará (PMPA) tem diversos motivos para comemorar, principalmente por conta das ações e investimentos diretos que o Governo do Estado vem fazendo para ampliar e valorizar a corporação. Segundo o coronel Leão Braga, chefe do Estado-Maior da PM, modernizar e emparelhar a força policial é um dos principais objetivos do Executivo estadual. “Estamos fazendo investimentos no campo patrimonial, com a compra de equipamentos de proteção individual para os PMS, como capacetes, armamento, caneleiras, auxílio-fardamento estendido a sargentos e subtenentes, além de viaturas e motos”, informou o coronel.

Paralelamente à aquisição de equipamentos, o servidor da corporação tem disponíveis outros recursos para melhorar não só o trabalho, mas também sua saúde física e mental, como palestras preventivas, que buscam garantir a segurança do policial nas suas férias ou folgas.

“A instituição lançará, em breve, um projeto de preparação do policial para a reserva remunerada (quando ele deixa a atividade ostensiva de policiamento nas ruas), que iniciará um ou dois anos antes da mudança de atividade. Será realizado um trabalho de saúde psicossocial e laboral, para trabalhá-los física e mentalmente, visando à diminuição da tensão e estresse decorrentes de anos de uma jornada de policiamento ostensivo”, explicou o coronel Leão Braga.

Outra novidade que chegará em breve para militares da PM e do Corpo de Bombeiros é o Projeto de Habitação específico, pelo qual serão entregues 500 casas para atender, inicialmente, cabos e soldados, e no futuro sargentos e subtenentes. “Além de todos os projetos de valorização do policial, hoje a remuneração deles está dentro do patamar das grandes instituições do País”, complementou o chefe do Estado-Maior da PM.

Aumento do policiamento – Hoje, a PM do Pará conta com 15 mil policiais. Em breve, mais 2 mil chegarão para aumentar o efetivo que atuará nas ruas. “Existe hoje um processo seletivo em andamento, e a expectativa é que se inicie em outubro o treinamento dos futuros policiais, para que já no primeiro semestre de 2018 estejam aptos para ir às ruas”, informou o coronel.

Atualmente, uma das operações em andamento pela Polícia Militar, e que vem dando bons resultados, é a “Polícia Nas Ruas”, que retirou policiais da atividade meio para a atividade fim, aumentando o efetivo que fica diretamente no combate à criminalidade. 

Com isso, os índices de roubos e furtos diminuíram bastante na Região Metropolitana de Belém, contribuindo para melhorar a sensação de segurança entre a população. “Aproximar o policial da comunidade, trazendo maior abrangência aos bairros, e proporcionar essa maior sensação de segurança citada pelas pessoas nos orgulha bastante”, afirmou o coronel Leão Braga.

Orgulho - Na Polícia Militar é visível o orgulho de pertencer à corporação. Muitos entraram para a PM pela estabilidade que o serviço público oferece, mas não é difícil encontrar histórias de pessoas que sonhavam com a carreira militar, e que fizeram dela mais que o ganha-pão. É o caso da sargento Jeane Gonçalves, 45 anos, que entrou para a reserva no último dia 22. Com 25 anos de serviço, ela disse que sai da PM com o senso de dever cumprido, e orgulho pelo trabalho realizado.

“A Polícia Militar me deu tudo o que tenho. Vou para a reserva com satisfação de ter dado o meu melhor, mas confesso que já sinto um pouco de saudade da minha rotina de trabalho e dos colegas”, contou. Para Jeane, poder contribuir com a sociedade foi seu maior legado. “Exerci com muita alegria e total dedicação a missão que me foi dada. Hoje, posso dizer que sou uma pessoa realizada graças à Polícia Militar”, afirmou a sargento.

Memória - Uma parte dessa história pode ser vista no Museu da Polícia Militar. O Espaço de Memória Orvácio Marreca, inaugurado em 23 de setembro do ano passado, fica no Comando-Geral da PM e reúne um acervo com cerca de 600 peças. 

São equipamentos, armamento, uniformes, insígnias, documentos raros, publicações e medalhas de diversas épocas em quase dois séculos de história. Entre eles estão raridades, como um cofre de ferro, datado de 1850, onde era guardado o ordenado dos policiais, e um expediente assinado em 1876 por Antônio Baena, militar e historiador português que viveu em Belém.

O acervo foi formado a partir de doações, com peças que durante muito tempo pertenceram a ex-policiais ou autoridades. Outras foram recolhidas de órgãos do Estado, como os radiotransmissores usados no Centro Integrado de Operações (Ciop) antes da era digital. Há também objetos que até hoje são usados, como alguns dos 16 uniformes expostos e as medalhadas de honraria, entregues anualmente no Dia de Tiradentes – patrono da PM brasileira – e no aniversário da Polícia Militar do Pará, em 25 de setembro.

“São peças que resgatam um pouco da história da corporação e ajudam a resgatar a nossa memória. O espaço é aberto ao público. Em quase um ano de funcionamento, já recebemos cerca de 600 visitantes, e queremos ampliar esse público", informou o chefe do Museu, major Ronaldo Charlet.

O aniversário de 199 anos da Polícia Militar do Pará é comemorado no próximo dia 25 de setembro. Na programação especial alusiva à data, diversas atividades serão realizadas, como o 3º passeio ciclístico da PM, no dia 16 de novembro, às 20 h, e a 47ª Corrida Coronel Fontoura, na véspera do aniversário, dia 24. Mais informações no link http://www.pm.pa.gov.br/
Por Heloá Canali - Agência Pará

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