sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Setembro fecha com 5,41 milhões de nortistas negativados

Montante corresponde a 45,83% da população nortista entre 18 e 95 anos. Região concentra maior percentual de pessoas. Quase metade da população adulta da região Norte encerrou o último mês de setembro incluída nas listas de negativados. De acordo com o indicador apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o volume de consumidores com contas em atraso e consequente restrição no CPF, chegou a 45,83% da população adulta da região no último mês, o que corresponde a 5,41 milhões de pessoas físicas.

A proporção é a maior entre as regiões do País, seguido pelos resultados do Centro-Oeste, com um total de 4,98 milhões de inadimplentes, ou 43,05% da população; do Nordeste, com 16,38 milhões, ou 40,90% da população; do Sudeste, com 24,32 milhões, ou 37,09%; e do Sul, com 7,98 milhões, ou 35,59% dos habitantes. Em todo o País, o número de consumidores registrados nos cadastros de proteção ao crédito alcançou a marca dos 59,1 milhões no nono mês de 2017, o que corresponde a 39,01% da população brasileira adulta.

De acordo com o levantamento, o número de inadimplentes nortistas em setembro de 2017 era 1,78% menor do que no mesmo mês de 2016. Após mostrar um pico de crescimento de quase 7,0% em abril do último ano, a quantidade de inadimplentes na região seguiu desacelerando desde então. O indicador voltou a apresentar retração após queda de 0,65% em agosto. Já na passagem de agosto para setembro de 2017, o número de inadimplentes caiu 0,34% no Norte. No País como um todo, houve queda de 0,13% no mesmo período.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o recuo da inadimplência se explica porque o consumidor, no geral, está se endividando menos. "A estimativa tem se mantido estável desde o início de 2016, sem mostrar variações significativas. Isso acontece porque, por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, e por outro a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência", explica Pinheiro.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, acrescenta: "Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual ao longo dos próximos meses, a tendência de estabilidade da estimativa deve se manter no período."

Dívidas


Da mesma forma que o indicador de pessoas negativadas, o número de dívidas em atraso registrou recuo em setembro na Região Norte. Na base de comparação anual, a queda foi de 2,59%. O indicador, que mostrou crescimento de 6,12% em junho do último ano, seguiu desacelerando desde então, passando a apresentar retração anual a partir de janeiro deste ano. Após um pico em julho, quando a variação apresentada foi de 0,26%, o resultado de setembro representa a segunda queda consecutiva. Na base de comparação mensal, por sua vez, a quantidade de pendências na base caiu 0,62%. No Brasil como um todo, houve retração do indicador de 0,43% no período.

No Norte, houve queda anual do número de dívidas com os segmentos de água e luz (-19,02%) e com o comércio (-4,14%). Por outro lado, as pendências devidas aos bancos e ao setor de comunicação cresceram 2,27% e 7,14%, respectivamente. Em termos de participação, os bancos detêm a maior fatia do total de dívidas (35,05%), seguidos de perto pelo comércio (32,89%).  

Devido à sua expressiva alta, o segmento de comunicação mostrou o maior impacto altista para o resultado de setembro na região, contribuindo com 0,94 pontos percentuais. Em seguida, aparecem os bancos com contribuição de 0,76 pontos. Comércio e água e luz, por sua vez, agiram no sentido contrário, apresentando impactos negativos de 1,38 e 1,82, respectivamente. (SPC/BRASIL)

Nenhum comentário:

Postar um comentário