sábado, 14 de outubro de 2017

Setor mineral paraense vai receber R$ 37,7 bilhões

Um estudo desenvolvido pela Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), por intermédio da iniciativa Redes/Fiepa, aponta que o estado receberá, até 2020, um montante de R$ 37,7 bilhões a título de investimentos de empresas do setor mineral. A estimativa da Fiepa indica ainda que 76% dos projetos de mineração previstos para o território paraense se consolidarão na região Carajás - o que corresponde a R$ 28,6 bilhões de investimentos -, e 21% deles na região Tapajós (R$ 7,7 bilhões). O município de Marabá, no sudeste paraense, receberá o maior aporte, da ordem de R$ 9,7 bilhões, distribuídos em três principais projetos: Salobo II, Avanco, e a Siderúrgica de Marabá (Alpa). 

Já o município de São Félix do Xingu, também no sudeste paraense, que aparece na segunda colocação no ranking de investimentos do setor mineral no Pará, terá um aporte de R$ 9,4 bilhões, no projeto Jacaré, da empresa Anglo American.

Estes números são reflexos do que o setor mineral representa para a economia paraense, uma vez que mais de 85% da pauta de exportações do Pará é representada por produtos da cadeia mineral. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mesmo diante do cenário de crise na economia brasileira e incertezas no mercado internacional, o Pará se manteve na terceira colocação no ranking das unidades federativas com o melhor saldo da balança comercial no País. 

Ao todo, nos oito primeiros meses deste ano, o saldo paraense nas transações com o comércio exterior fechou em US$ 8,5 bilhões - o que representa 18% do superávit nacional. Esse montante representa um crescimento de 52% no saldo da balança comercial do Pará deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado, com destaque para o crescimento de 43% nos índices de exportação em 2017, ante a igual intervalo do ano passado. 

PANORAMA
O comportamento da indústria nos oito primeiros meses deste ano foi apresentado na nota técnica publicada ontem (13) pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa). O Pará registrou crescimento de 8,6% em sua atividade industrial no acumulado de janeiro a agosto de 2017, comparado com o mesmo período de 2016 (série sem ajuste sazonal). 

Os dados sistematizados pela Fapespa são oriundos do Índice da Produção Física (IPF) industrial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Instituto realizou ajustes na série, desde dezembro de 2016, com a inclusão da produção mineral do município de Canaã dos Carajás, em decorrência do projeto da Vale, na extração de minério de ferro pela mina S11D, que começou as suas atividades a partir do mesmo período.

Ainda segundo os dados, o bom desempenho da Indústria Geral paraense destacou o estado como sendo o de maior variação positiva entre as unidades federativas pesquisadas. Com base nisso, o resultado da indústria nacional foi de crescimento de 1,5% no acumulado do ano, de janeiro a agosto de 2017. 

A Indústria Geral do estado foi influenciada pelo comportamento da Extrativa Mineral, que obteve elevação de sua atividade produtiva de 11,43%, ao passo que a Indústria de Transformação retraiu 4,2%, na comparação com o acumulado de 2016.

De acordo com o relatório da Diretoria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (Digem/Sedeme), com base nos dados da Declaração de Minérios Extraídos (DME) do sistema de Cadastro Estadual de Recursos Minerais - CERM, seguindo a ordem de volume de produção das principais substâncias, no acumulado, a produção de minério de ferro do estado do Pará foi de 107,5 Mt, registrando aumento de 13,49% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Quando observado o desempenho da Indústria paraense no mês de agosto de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, a expansão produtiva foi de 9,3%, com a Extrativa tendo variado positivamente 11,7% e com a Indústria de Transformação reduzindo 3,2%. (O Liberal)



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