segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Enem: 100 mil candidatos são eliminados por falta no Pará

 Exatos 101.769 candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) inscritos no Pará já estão eliminados por falta. O índice de abstenção no primeiro dia de provas foi de 28,70% - no entanto, abaixo da média nacional, 30,2%. Dos 354,5 mil estudantes habilitados no Estado, somente 252.826 seguem na disputa por vagas em instituições de ensino superior públicas de todo o País. Nicolas Souza, de 26 anos, é um dos que integram a estatística do Pará. Ele não chegou a tempo para fazer a primeira prova do Enem, ontem, em Belém, na Unama da Avenida Alcindo Cacela. Segundo ele, o ônibus atrasou. Desolado, ainda permaneceu um tempo em frente ao portão da universidade. 

Morando na avenida Tavares Bastos, bairro da Marambaia, Nicolas disse que às 10h30, foi apanhar o ônibus. “Só tinha um ônibus, que demorou uma hora pra passar”, contou. “Por causa do Enem, eles deveriam ter reforçado a frota de ônibus”, contou. “E, no final de tudo, a culpa acaba sendo do estudante”, lamentou. “Me preparei bastante. Fico pensando na minha mãe”, acrescentou, triste.

Cinco minutos antes de fechar o portão da entrada principal da Unama, uma aluna saiu correndo de dentro da universidade. Estava desesperada e chorando, pois tinha errado o local de prova. Com os documentos pessoais na mão, tentava encontrar alguém que pudesse levá-la para o local certo: a Unama da avenida Senador Lemos. Andou de um lado
para o outro e apanhou um mototáxi. Mas dificilmente chegaria a tempo para fazer a primeira prova do Enem.
 

Também em frente à Unama uma cena inusitada: um rapaz chegou, em uma bicicleta, perto da hora de fechar o portão. Só que foi informado que não poderia entrar com a bicicleta. Deveria dar uma volta grande e deixá-la no estacionamento.
 

Se o fizesse, perderia a prova. Sensibilizada, a professora Cláudia Galvão ficou com a bicicleta do aluno e, assim, ele entrou a tempo de fazer o exame. A filha de Cláudia, Renata, de 17 anos, que tenta uma vaga no curso de Secretariado Executivo Trilíngue, chegou com antecedência e já havia entrado no prédio.
 

A estudante Marciele Souza, 21 anos, também perdeu a prova, que faria na Escola Estadual Visconde de Souza Franco, em Belém. Com um minuto do fechamento dos portões, a jovem chegou no local muito triste. “Saí de ônibus do Tapanã (bairro) 10h40 para chegar aqui e não consegui entrar”, lamentou, em entrevista ao G1 Pará. Chorando bastante,
 

Michele disse que era a primeira vez que ia realizar a prova. Os portões das escolas onde houve realização de provas foram fechados às 12 horas (13 horas no horário de Brasília), na capital.
 

Mas teve aluno que, para evitar problemas, chegou bem antes do fechamento dos portões. Adilon Pereira, 19 anos, disse que é a terceira vez que faz o Enem. Pretende ser professor de Educação Física. “Estou nervoso, porque é a prova da tua vida. É assim mesmo”, contou. Cleidiane Gaia, 26 anos, afirmou que estava tranquila. “Estudei bastante. No
sábado, descansei bastante. Estou bem. Já fiz antes. Estou tranquila. Estou tentando para Enfermagem”, completou. (ORM)

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