sábado, 17 de março de 2018

População desfruta dos atrativos da maior área de conservação dentro da RMB

“Eu ainda nem entrei e já estou maravilhada!”, disse a dona de casa Ivana Sousa, 52 anos, na expectativa para conhecer o novo Parque Ambiental do Utinga (PEUt). Integrante de um grupo de corrida, a dona de casa se preparava para encarar os quatro quilômetros da caminhada ecológica que marcou a programação de reabertura do Parque, na manhã deste sábado (17).

Junto com ela, estava Helena Perez, 45 anos. Tão empolgada quanto Ivana, ela já havia participado de trilhas no antigo Parque, mas agora sabe que tudo é diferente. “Fiquei encantada quando vi o novo parque pela TV e em fotos de internet e tive que vir conferir de perto. Tenho certeza que o local vai ser ponto obrigatório para quem gosta de esportes e natureza”, disse ela.

Bastante aguardado, o parque foi reaberto na tarde desta sexta-feira, 16, pelo Governo do Estado, como o mas importante espaço de preservação e estudo da biodiversidade dentro da Região Metropolitana de Belém. Na manhã deste sábado, 17, foi realizada uma grande caminhada com a população, com paradas para informações educativas sobre a fauna, flora e os novos espaços.

“O parque já era lindo naturalmente e essa infraestrutura proporcionada pelo Governo veio somar ainda mais, trazendo segurança e modernidade. Tenho certeza que ele será mais um ponto de encontro para as famílias paraenses”, disse o designer gráfico Elailson Santos, 55 anos, na primeira fila para abrir a caminhada deste sábado.

O novo Parque Estadual do Utinga encantou também gente de fora do país, como a chilena Francisca Rojas, 27 anos. Ela faz mestrado em geografia na Universidade Federal do Pará e veio conhecer o novo espaço acompanhada de amigos mexicanos. “Isso aqui é muito lindo. Nunca vi uma área verde tão grande e exuberante e estou percebendo tudo muito bem organizado”, destacou a chilena.

A imensidão verde que encantou a chilena ocupa uma área de quase 1,4 mil hectares e abriga vários representantes de espécies da fauna e flora amazônica. A área é uma unidade de conservação estadual, equivale a 1.340 campos de futebol, e foi criada para preservar ecossistemas e mananciais, como os lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem cerca de 70% da população de Belém.

Presente para os esportistas
Por se tratar de uma Unidade de Conservação dentro da RMB, o espaço é uma mostra significativa do ecoturismo e um parque estruturado, que será o maior portal turístico da Amazônia, com opções de lazer e esporte como: rapel, canoagem, trilhas e outros. Os serviços serão oferecidos em caráter experimental. Para a obra do novo parque foram investidos cerca de R$ 36 milhões. 

Entre as novidades estão o circuito de quatro quilômetros de pistas, preparado para caminhadas e passeios de bicicletas, patins e skate, além de um grande estacionamento de 400 lugares para veículos e de um centro de recepção aos visitantes, equipado com auditório para 50 lugares e café.

Além disso, a área verde do Utinga dispõe de mais de nove quilômetros de trilhas interpretativas abertas e recuperadas, o que se transforma em atração para passeios guiados. A visitação do parque será aberta, sem cobrança de bilheteria, como acontece em vários parques espalhados pelo mundo.

Depois das 12h deste sábado, e durante todo o funcionamento do parque, a entrada de veículos foi liberada. Neste domingo (18), o parque abrirá às 5h30 e funcionará até às 17h, assim como nos outros dias, de segunda a segunda. As atividades de manutenção do espaço vão requerer o fechamento para o acesso ao público eventualmente, mas essas datas serão definidas de acordo com a demanda. 

Oficina de fotografia
Antes mesmo de reabrir as portas ao público, o novo Parque Estadual do Utinga já aguçava o olhar dos paraenses. Na semana anterior à reabertura do Parque, a diretoria de comunicação popular da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) ofereceu uma oficina de fotografia aos moradores da Comunidade Pantanal, que vivem no entorno do Parque Ambiental. A oficina, ministrada pelo fotógrafo Sidney Oliveira, teve a participação de 17 alunos.

Na manhã deste sábado, durante a caminhada, o resultado dessa oficina foi exposto em um varal fotográfico, para deleite do público presente. “Queríamos compreender o olhar desse morador do Curió Utinga, que se transformou em nosso aluno, e fizemos com que eles, sem nenhuma experiência fotográfica, tivessem uma orientação durante o curso. 

O resultado está aqui, com esse trabalho tão bonito. E assim, contribuímos com esse novo projeto do parque com aquilo que a gente faz, que são as oficinas”, disse Rodolpho Moraes, diretor de Comunicação Popular e Comunitária da Secretaria de Estado de Comunicação.

“Essa oficina aprimorou o meu olhar, foi um momento único, já que nunca havia pego em uma câmera profissional. Só tenho a agradecer ao Governo do Estado, através do Projeto Biizu, que mudou meu horizonte profissional, oferecendo um leque de oportunidades, e me fazendo descobrir a minha verdadeira vocação”, disse o estudante Ramom Barreiros, 17 anos.

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Por Syanne Neno - Agência Pará

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