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sábado, 14 de abril de 2018

ONU convoca reunião para este sábado (14) para discutir ataque à Síria

Síria diz que a maioria dos misseis foi interceptada, mas o Pentágono afirma que os alvos foram atingidos. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou para hoje (14), a pedido da Rússia, uma reunião de emergência para discutir a ofensiva dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido à Síria. A informação foi repassada pelo governo russo, em um comunicado assinado pelo próprio presidente Vladimir Putin. “A atual escalada da situação em torno da Síria tem um impacto devastador em todo o sistema de relações internacionais”, diz Putin no texto.
De acordo com o embaixador da Suécia na ONU, Carl Skau, a reunião está marcada para as 11h (hora local; 12h em Brasília). A Síria afirmou que a maioria dos misseis foi interceptada, mas o Pentágono afirmou, em entrevista à imprensa na noite de sexta-feira (13), que os alvos foram atingidos.

Segundo o Pentágono, o bombardeios aéreos lançados nessa sexta-feira pelos Estados Unidos, em conjunto com a França e Reino Unido, sobre a Síria tiveram como alvos três locais descritos como de "capacidades químicas: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, situada a oeste de Homs, e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que, servia, de acordo com o governo dos EUA, de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

O Pentágono disse que os Estados Unidos identificaram alvos sírios relacionados ao armamento químico e evitaram bases russas e alvos civis.  O secretário de Defesa, James Mattis, afirmou que foi um “ataque único”, por enquanto, porque a meta é fazer com que o presidente da Síria, Bashar Al Assad, deixe de usar armas químicas – ação negada pelo governo sírio.

Na mais recente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que "a Guerra Fria voltou" e que o Oriente Médio vive uma situação de "caos".
Guterres, que viajaria hoje a Riad para participar da cúpula da Liga Árabe, decidiu adiar a participação no encontro e ficou em Nova York.

Em comunicado divulgado após o ataque de ontem, Guterres pediu hoje aos países-membros da ONU que mostrem moderação "nestas circunstâncias perigosas" e mantenham o respeito ao direito internacional.

REAÇÃO RUSSA
O presidente russo, Vladimir Putin, classificou de "agressão contra um Estado soberano" o ataque dos Estados Unidos e seus aliados contra a Síria, e acusou Washington de ajudar com sua ação os terroristas que atuam no país árabe.

"Com as suas ações, os EUA pioram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria. Eles levam sofrimento para a população civil, e de fato, toleram os terroristas que torturam há sete anos o povo sírio", disse Putin.

Putin ainda pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Já o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, afirmou que “tais ações não serão deixadas sem consequências”.

"Todas as responsabilidades estão com Washington, Londres e Paris. Insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível. Os EUA – possuidores do maior arsenal de armas químicas – não tem direito moral de culpar outros países”, diz uma nota da embaixada russa. (Agência Brasil)

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