sexta-feira, 27 de abril de 2018

Preço da gasolina e do diesel aumentam mais uma vez

Só nos primeiros quatro meses do ano, foram registrados 54 aumentos no valor da gasolina e 63 no diesel.  A Petrobras confirmou a informação do aumento, válido desde hoje (27), de 1,41% no valor da gasolina e 0,44% no diesel. Com essa nova tarifa, o preço médio dos combustíveis nas refinarias passa a ser de R$ 1,7977 e R$ 2,0667, respectivamente. Esses valores são os mais altos já registrados desde que a Petrobras adotou a nova política de precificação, em julho de 2017, que permite à empresa realizar ajustes diários nos preços de venda dos combustíveis das refinarias às distribuidoras.

De acordo com o Sindicombustíveis-PA, foram registrados, somente nos primeiros quatro meses do ano, 54 aumentos no valor da gasolina e 63 no diesel. O aumento desta quinta-feira, 26, representa a 17ª alteração nos valores a entrar em vigor no mês de abril e a nona elevação para a gasolina. No acumulado de 2018, a variação é de +6,27% para a gasolina e de +8,4% para o diesel.

Para o presidente do Sindicombustíveis-PA, José Antônio Souza, o maior prejuízo das constantes variações se dá na imagem que o consumidor passa a ter dos postos de gasolina. "O maior impacto é que o consumidor acha que o posto é o maior vilão do aumento. 

Ele esquece que quem fornece isso para a gente é a Petrobras e o posto só faz o seu papel", considera, acrescentando ainda que a "precificação está muito ruim para todos nós, porque antigamente os aumentos eram mais espaçados e, agora, todos os dias isso ocorre, então até nós não nos adaptamos ainda". 

O professor Silvio Carvalho abastece cerca de uma vez por semana e chega a gastar R$ 600 por mês com gasolina. Entretanto, segundo o docente, esse cálculo deve mudar novamente após a nova tarifa estabelecida pela Petrobras.

"O pior de tudo é essa instabilidade financeira que você não consegue fazer um planejamento econômico da tua renda para o final do mês, porque quando a gente pensa que gasta uma quantidade certa com a gasolina, aí aumenta novamente", lamenta. 

Ele ainda diz que essa nova forma de precificação da Petrobras só veio prejudicar os motoristas. "Eu tive que cortar coisas para poder abastecer ou então preciso abandonar o carro, o que é inviável, porque eu dependo dele e a minha família também". 

Augusto Farias é motorista de aplicativos de mobilidade urbana e também lamenta as constantes variações. Para ele, os impactos para quem trabalha com profissões do gênero são ainda mais negativos. "Aumenta o combustível, que é a vida do nosso trabalho, mas os aplicativos não se adequam a esses aumentos. Isso está sendo muito dispendioso para a gente. É algo completamente abusivo e só ocorre para tapar o rombo da Petrobras", argumenta. (ORM)

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