quarta-feira, 27 de junho de 2018

Celpa registra prejuízo de quase 30 por cento com furto de energia na região Oeste

Os impactos do desvio de energia podem ser percebidos no valor da tarifa de energia
  O furto de energia ganha cada vez mais destaque como um procedimento criminoso, altamente perigoso e que gera enormes prejuízos à sociedade. Por conta desta ação o Estado deixa de arrecadar com impostos, que deveriam ser aplicados em saúde, educação e transporte; a concessionária perde receita e deixa de investir na melhoria da rede elétrica para melhorar a qualidade do fornecimento; os consumidores perdem, pois pagam parte do prejuízo na tarifa, sem falar da redução da qualidade do fornecimento e dos riscos de segurança para quem pratica e para quem circula pelas áreas onde existem os gatos.  O crime está previsto em lei (art. 155 do código penal) com pena variando de 1 a 4 anos de reclusão.
Levantamento feito pela Celpa apontou que no ano passado foram realizadas mais de mais de 5 mil regularizações de instalações elétricas, que estavam com desvio de energia, em Santarém. Até abril deste ano, as regularizações, em situação de desvio, ultrapassaram 3 mil instalações, somente no município.
 
Conforme explica o executivo da área de Recuperação de Energia da Celpa, Sidney Simões, é necessário que a população seja consciente sobre os perigos e prejuízos da prática. “É importante que todos saibam que quem furta energia está fomentando a sonegação de impostos; contribuindo para que ocorram acidentes envolvendo a rede elétrica e ainda são responsáveis por oscilações nos níveis de tensão e faltas de energia”, alerta o executivo.
De acordo com a Resolução 414/2010, a concessionária deve cobrar o consumo retroativo não registrado durante o período de duração da irregularidade, limitado a 36 meses para os casos de fraude e 3 meses para os casos de defeito na medição.
Para o gerente da área de Recuperação de Energia da Celpa, Ricardo Maciel, as ações da Celpa são rigorosas dentro do que estabelece o órgão regulador. “Entendemos que estamos no caminho certo, à medida que em 5 anos reduzimos as perdas sobre o mercado de baixa tensão de 65% para 35%, que consideramos ainda bastante elevadas. Mas, se considerarmos a redução conseguida, foi um grande avanço”, ressalta o gerente.
Um alto investimento e diversas ações em todo o Estado estão sendo realizados para o combate às perdas não técnicas. Em 2017 foram investidos mais de R$ 220 milhões e realizadas mais de 600 mil ações no combate às perdas. Operações policiais, ações específicas em clientes comerciais e industriais são algumas das ações realizadas na regional Oeste, no combate a esse tipo de fraude.  
 
Ricardo adianta que, parte da tarifa de energia paga é utilizada para cobrir os prejuízos causados pelo furto de energia. O executivo ratifica que, se a perda fosse erradicada, a tarifa reduziria algo em torno de 8 a 10%. “Toda a sociedade paga por esse ato criminoso realizado por alguns que, além dos prejuízos financeiros, causa acidentes com mortes e prejudica a qualidade do fornecimento de energia elétrica”, lamenta.
 
PRÁTICA CRIMINOSA – Com base em um incisivo plano de combate às perdas energéticas, que vem sendo desenvolvido desde 2013, a Celpa mobilizou equipes exclusivas para mapear e eliminar ações de furto de energia em todo o Estado. O trabalho é feito em parceria com a Polícia Civil e realizado, também, de acordo com denúncias que a população pode fazer nos canais de atendimento da concessionária, como o site (www.celpa.com.br), Central de Atendimento (0800 091 0196) e aplicativo da empresa.
 
Núbia Pereira

Analista de Comunicação | Communication Analyst


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