segunda-feira, 11 de junho de 2018

Escola Técnica de Santarém completa um ano de atividades formando mais de 700 profissionais

Ofertar educação profissional e tecnológica para qualificar o aluno a estar apto a disputar uma vaga no concorrido mercado de trabalho. Esses são os objetivos da Escola Estadual de Ensino Técnico do Pará - Polo Santarém (EETEPA Santarém), que completou um ano de funcionamento no domingo, dia 10 de junho. Nesse período, a Escola Tecnológica já formou 384 alunos e ainda neste mês deve certificar outros 321 nas mais diversas áreas.
A implantação da Escola Tecnológica de Santarém representou um novo ciclo na educação pública do município de Santarém. Hoje, alunos que cursam o ensino regular, principalmente o nível Médio, encontram na EETEPA uma oportunidade de qualificação para tentar buscar a primeira experiência no mercado de trabalho ou atualizar-se em alguma área do conhecimento. Eles são orientados por um corpo docente formado, em sua maioria, por servidores do quadro efetivo que desenvolvem metodologia própria para cada área.

"A metodologia para se trabalhar com a educação profissional e tecnológica nos dias atuais precisa ser dinâmica, envolver teoria e prática. Sabemos que o público que procura esse tipo de ensino, em sua maioria, é formado por jovens que estão em busca de uma posição no mercado de trabalho. Os discentes possuem expectativas não de longo prazo, mas sim de médio prazo e, muitas vezes, por fatores diferenciados acabam perdendo o interesse pelo curso.

 É com esta preocupação e esse dinamismo, que mesmo com tão pouco tempo de funcionamento, tanto equipe gestora, quanto docentes da escola procuram trabalhar para garantir uma educação profissional e tecnológica de qualidade", destaca a diretora da EETEPA, professora Luciana Santos.

Preparados para o mercado
Nesse período de um ano, a EETEPA vem contribuindo para a formação de diversos estudantes. Arthur Barros, ex-aluno do curso de Formação Inicial e Continuada de Auxiliar em Administração de Redes, afirma que se aperfeiçoou em uma área da qual já tinha conhecimento.

"O curso na EETEPA contribuiu para que eu pudesse me qualificar ainda mais e garantir uma vaga no mercado. Hoje atuo como administrador de rede de computadores, minha rotina é baseada na troca de peças, parte física, configuração, formatação, parte lógica e outras. Tudo que foi passado no curso eu tenho exercitado aqui", relatou o ex-aluno, que hoje é contratado de uma loja especializada em informática, no centro comercial de Santarém.

Atualmente, a EETEPA tem em seu quadro discente mais de 800 alunos matriculados em diversos cursos técnicos: Informática; Logística; Meio Ambiente; Segurança do Trabalho; Turismo e Técnico em Alimentos.

Entre os cursos de Formação Inicial e Continuada, com carga horária entre 100 a 200 horas, estão: Auxiliar em Administração de Redes, Agente de Informações Turísticas, Agente de Projetos Sociais, Condutor de Turismo de Aventura, Auxiliar de Operação Logística, Auxiliar de Fiscalização Ambiental; Auxiliar Administrativo de Secretaria Escolar, Gestão em Turismo, Assistente de Logística, Operador de Computador, Auxiliar de Agropecuária, Agente de Informações Turísticas, Recepcionista de Eventos, Monitor de Uso e Conservação dos Recursos Hídricos, Agente de Gestão de Resíduos Sólidos, Operador de Beneficiamento de Frutas e Hortaliças e Preparação para o Enem.

Estrutura
A Escola Tecnológica de Santarém possui seis laboratórios, biblioteca, auditório para 200 pessoas, quadra poliesportiva coberta, refeitório, banheiros (incluindo os adaptados para pessoas com deficiência), sala para os professores, secretaria, diretoria, cozinha, estacionamento, guarita de segurança e pátio interno. Todo o projeto da escola segue uma padronização nacional de escolas profissionalizantes.

Está localizada na Rodovia Fernando Guilhon, no cruzamento com a PA-457 (Rodovia Everaldo Martins). Ela é a 23ª escola da rede estadual de ensino técnico e é gerida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Foi construída com recursos oriundos de convênio firmado entre o governo do Estado e a União. A obra custou R$ 11 milhões, sendo R$ 6 milhões do Ministério da Educação (MEC) e R$ 5 milhões do Estado.
Por Samuel Alvarenga

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