quinta-feira, 21 de junho de 2018

Geração de empregos tem crescimento no Pará

Construção civil impulsiona mercado, que fecha maio com dois mil postos. O emprego formal no Pará voltou a fechar o mês com saldo positivo em maio. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem, pelo Ministério do Trabalho, houve acréscimo de 2.009 postos de trabalho, com aumento de 0,28% em relação ao saldo de abril. No geral, foram 22.255 admissões contra 20.246 desligamentos.
O resultado positivo mantém o ritmo de reação do mercado de trabalho do Estado, iniciado em abril, quando foram gerados 2.773 novos postos de trabalho. No terceiro mês do ano, o Pará fechou 787 vagas de trabalho, revertendo a geração de 273 empregos formais de fevereiro, que por sua vez, interrompeu as baixas consecutivas dos últimos meses de dezembro (-6.822 postos) e janeiro (-4.081).

O saldo anotado em maio passado também é o melhor para o mês desde 2014 - última vez que o número de contratações superou o de demissões, com geração de 5.204 postos novos. Para efeito de comparação, em maio de 2017, foram eliminados 1.852 trabalhos formais no Pará.

Nas análises acumuladas, o Estado também voltou a registrar saldos positivos. Entre janeiro e maio são 1.317 novos empregos. Já em relação aos últimos 12 meses (entre maio de 2017 e maio de 2018), esse saldo é de mais 4.246 novos postos.

O resultado positivo de maio foi puxado pelo aumento dos empregos no Estado , principalmente, no setor da Construção Civil, que registrou alta de 1.618 vagas formais, o que equivale ao aumento de 2,58% em relação ao estoque do último mês de abril. Com geração de emprego mais tímida, o setor de Serviços surge em segundo, com 675 novos postos de trabalho em maio.

Também contribuíram para o resultado positivo os setores da Indústria de Transformação (183) e da Extrativa Mineral (4). As perdas de vagas formais, por sua vez, foram verificadas nas atividades econômicas do Comércio (-298), da Agropecuária (-147), da Administração Pública (-16) e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública - SIUP (-10).

Das cinco regiões do País, quatro tiveram saldo positivo no emprego em maio. A principal foi a Sudeste, onde foram criadas 30.840 vagas, 0,15% a mais em relação a abril. No Nordeste, foram 10.710 novos postos, um crescimento de 0,17%. 

O Centro-Oeste gerou 3.962 empregos, uma variação de 0,12% sobre o mês anterior. E o Norte fechou com saldo positivo de 1.560 postos, 0,09% a mais do que a última medição. Apenas o Sul teve desempenho negativo, com o fechamento de 13.413 postos (-0,19%).

Entre os estados, os que se destacaram foram Minas Gerais, com saldo de 19.823 empregos formais; São Paulo (9.155); Bahia (5.935); Espírito Santo (5.001); Maranhão (2.075), Mato Grosso (2.064), Ceará (2.039) e Pará. Os piores resultados foram registrados no Rio Grande do Sul (- 10.727), Santa Catarina (-4.484) e Rio de Janeiro (-3.139).

Municípios
Na análise dos municípios paraenses, Bragança despontou como o que mais aumentou o estoque de empregos formais do Pará em maio, com geração de 262 postos de trabalho - 303 contratações e 41 desligamentos. Santarém, surge em segundo com 235 vagas novas, decorrente de 1.084 admissões e 849 demissões. Nas posições seguintes aparecem Pacajá, Ulianópolis e Castanhal, com mais 196, 196 e 162 empregos celetistas, respectivamente.

Já Belém volta figurar no fim da lista de empregos do Pará, com saldo negativo de 521 postos de trabalho. O município teve 6.112 trabalhadores contratados no mês passado contra 6.633 demitidos. Completam as últimas posições: Tailândia (-155), Ananindeua (-143) e Marituba (-85). (O Liberal)

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