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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Juruti recebe 30 mil pessoas para o Festribal 2018

Um dos maiores eventos folclóricos do Pará, XIII Festival das Tribos de Juruti, o Festribal 2018, inicia hoje, quinta feira (26) em Juruti, no Baixo Amazonas. Cerca de mil pessoas estão envolvidas nas apresentações das Tribos Muirapinima e Munduruku, entre brincantes, dançarinos e integrantes da organização das agremiações. As tribos investem alto na arte e na criatividade para conquistar o título, durante três horas de apresentação, cada uma, no Centro Cultural Tribódromo, a partir das 21 horas. Cerca de 30 mil turistas são esperados no município. O Festribal é patrimônio cultural do estado do Pará desde 2008. 
A festa será transmitida ao vivo sábado (28) para 115 municípios pela TV Cultura do Pará e também pelo Portal Cultura, através da tv on line e do canal oficial da emissora no Youtube.

O Festribal inicia hoje com a festa de recepção dos visitantes, no Tribódromo, a partir das 21 horas, tendo como atrações o Dj Jr Lima, os cantores Uendel Pinheiro, André Frateschi, Sebastião Júnior e Banda e Amós Gayatto. Amanhã, acontecerá o desfile das Tribos Mirins, formada por crianças de até 12 anos de idade, também no Tribódromo. É nas tribos mirins que se preparam os futuros integrantes das tribos Muirapinima e Munduruku que participarão dos desfiles principais. 

“Os destaque no desfile (principal) vieram das Tribos Mirins, que têm o papel fundamental para a continuidade da festa”, explica o presidente da Munduruku, Alex Guedes. Às 20 horas acontece a apresentação da Associação Folclórica Tribo Munduruku com o tema “Amazônia: Pátria Tupi”; e, na sequência, às 21h30, inicia a apresentação da Associação Folclórica Tribo Muirapinima com o tema “Amazônia: Floresta Mágica” .

No sábado (28), será a competição oficial, sendo a primeira a entrar a Tribo Muirapinima, com o tema “Amazônia Sateré-Mawé: a essência da vida” . A tribo ostenta as cores azul e vermelha. A presidente da agremiação, Sandra Andrade, explica que a Tribo Muirapinima costuma levar para o tribódromo a tradição de todas as tribos amazônidas, mas, este ano, resolveu inovar abordando de forma aprofundada apenas a Sateré-Mawé, do Amazonas. “Temos mais relação aqui em Juruti com o estado do Amazonas do que com o Pará, pois estamos mais próximos de Manaus”, explica. 

A apresentação será o resultado de profunda pesquisa sobre os rituais, crenças e lendas dessa etnia. Os detalhes da apresentação são mantidos em segredo, mas ela antecipou que a preservação da Amazônia será uma das principais mensagens da Muirapinima, que levará cerca de 400 brincantes para o Tribódromo.

Já a Tribo Munduruku, reconhecida pelas cores amarela e vermelha, se apresenta em seguida com o tema “Amazônia: dos Cacicados À profecia das Savanas”, com cerca de 350 brincantes. “A expectativa é a melhor possível. Nosso tema vai mostrar que o Brasil foi encontrado com índios sobrevivendo exclusivamente da natureza e também a questão da proteção ambiental. 

Hoje a Amazônia está no centro das atenções do mundo. Mas o nosso alerta é que a Amazônia pode se tornar grande savana. Nossa apresentação terá duas etapas: na primeira, vamos falar da Amazônia viva, e na outra, da Amazônia morta”, revela.

O Festribal é realizado pela prefeitura municipal, mas os dois dirigentes reclamam da falta de mais apoio: “Faltou patrocínio este ano. Estamos fazendo milagre, levando um desfile riquíssimo para a avenida com R$ 380 mil. Isso cobre a metade do gasto. Sem o aporte do governo do estado, principalmente. A cada ano que passa, as tribos acumulam dívidas para dar continuidade a esse trabalho. São 250 pessoas envolvidas na preparação da tribo e ainda trazemos brincantes da área rural, alojamos as pessoas nas escolas do município, mas alimentação é por nossa conta”, diz Sandra.

“O festival cresceu, mas a nossa maior dificuldade é que o maior patrocinador continua sendo apenas a prefeitura. A gente sobrevive com a ajuda de pequenos empresários e amigos, mas nada que consiga custear o festival. Mas a gente não deixa se abater. Nossa equipe está há 15 dias trabalhando debaixo de sol e chuva para fazer as nossas alegorias, é por amor mesmo”, conta Alex.

O Festribal teve início em 1986, com a apresentação de boi bumbás, cordões de pássaros, quadrilhas e carimbó. O evento cresceu e se tornou um espetáculo cheio de cor, dança, música, artes cênicas e alegorias, considerado uma das maiores manifestações culturais do oeste paraense. 

Durante a apresentação, os jurados avaliam os seguintes quesitos técnicos e artísticos: apresentador, porta estandarte, guardiã tribal, tuxaua, índia guerreira, pajé, canto indígena, regional (banda), evolução, ritual indígena, alegoria, tribo originalidade, tribo coreografada, originalidade em conjunto, harmonia e galera (reação da plateia). (O Liberal)

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