quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Médicos veterinários são treinados para casos de enfermidades emergenciais em aves

Com o objetivo de promover a capacitação dos 43 médicos veterinários da Defesa Agropecuária que constituem o Grupo Especial de Atendimento Sanitário às Enfermidades Emergenciais (Gease), está sendo realizado na região de Santarém, no período de 6 a 10, pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o treinamento para atendimento de doenças emergenciais em aves, buscando prevenir e controlar a difusão de enfermidades, promovendo mecanismos que aumentem a competitividade, a produção e a renda do setor agropecuário do Pará.
 Presente em 23 municípios paraenses, com dois polos nas regiões do Nordeste e Baixo Amazonas, a avicultura no Pará já foi mais concentrada, expandindo agora para outros municípios e surgindo novos polos, em Paragominas e Parauapebas. O potencial do Estado para esse setor deve ser destacado, levando em consideração o crescimento e os avanços tecnológicos de sua produção, além da qualidade dos produtos, contribuindo significativamente para a avicultura brasileira.

A Adepará é responsável pelo controle e certificação sanitária das grandes avícolas, garantindo o status sanitário do Estado, que atualmente possui a classificação sanitária “C”, considerada a segunda melhor classificação existente no país, ficando atrás apenas da Bahia, que possui a classificação “B”. Atualmente estão cadastradas na Adepará 259 granjas avícolas comerciais, com 307 em processo de registro.

Segundo o gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Adepará, Danilo Nascimento, o órgão aderiu ao Programa Nacional de prevenção e controle da influenza e doença de newcastle em 2007 e desde então vem fazendo ações de defesa sanitária voltada a produção não só comercial como de subsistência.

 “Fazemos o cadastro das granjas, monitoria de sítios de aves de subsistência, acompanhamento e atendimento de notificações de enfermidades, controle e monitoria de enfermidades de notificação obrigatória, treinamento e capacitação de agentes da Adepará, assim como do setor privado”, destacou Danilo.

O plano de prevenção da influenza aviária e de prevenção e controle da doença de newcastle reforça o sistema de vigilância. Caso haja a suspeita da ocorrência das doenças nos plantéis avícolas, a equipe do Gease será mobilizada para garantir que a doença ficará restrita, não colocando em risco outras áreas de produção avícola, além de preservar a comercialização dos produtos no mercado.

O Gease foi criado pela portaria Nº 1.699 de 2017, e tem como objetivo prevenir, combater, controlar e erradicar as enfermidades emergenciais, além de organizar as ações de vigilância e de defesa sanitária dos animais na ocorrência de enfermidades e estimular a participação da comunidade nas ações de defesa sanitária animal.

A reunião técnica conta com aulas teóricas e práticas (estudos de casos e simulados), palestras, técnicas de necropsia, coleta e envio de material, através do domínio de ferramentas básicas do trabalho de vigilância epidemiológica. O treinamento teórico-prático está sendo coordenado pela médica veterinária, Nilce Maria Soares, pesquisadora científica do Instituto Biológico de São Paulo.

“Essa capacitação é fundamental para que os médicos veterinários de defesa agropecuária possam reconhecer doenças em horas emergenciais e tomar decisões certas, nas horas certas, porque são eles que estão em contato direto com a produção, e são eles que vão identificar alguma doença que pode ser emergente e que pode embargar a produção de aves no país. Esse veterinário que está em contato com a produção tem que estar mais treinado para reconhecer quando há um surto de uma doença emergente”, explica Nilce.

Ainda segundo Nilce, esse treinamento também é fundamental para a saúde pública. “Temos doenças em aves que podem causar mortalidade no ser humano como a influenza, newcastle e a salmonelose, que pode causar diarreia, gerando um alto custo pra saúde pública. Algumas dessas doenças são zoonoses que podem ser transmitidas ao ser humano através de alimentos ou através da convivência com aves. Por isso é fundamental garantir a sanidade dessas aves”, ressaltou

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