sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Vídeo mostra depoimento de aluna que sofreu abuso na UFRA

A equipe da Redação Integrada de O Liberal teve acesso exclusivo ao relato de uma das alunas que sofreram abusos durante o trote dos calouros na Universidade Federal Rural da Amazônia de junho de 2017. Esse episódio não faz parte das denúncias mais recentes envolvendo alunos da UFRA, e que são apuradas pela Polícia Civil - que investiga cinco envolvidos em ameaças, apologia ao estupro, calúnias, racismo, homofobia e difamação, em mensagens partilhadas em grupo criado na rede WhatsApp, em junho de 2018. Ao todo, 15 alunas da universidade são vítimas das mensagens que vazaram na web no final de julho passado. Doze prestaram queixas à Polícia Civil.
O trote violento, praticado no ano passado por veteranos da universidade contra alunas, foi arquivado pela universidade após uma discreta investigação interna. O caso não ultrapassou os muros da instituição e não ganhou notoriedade. Nenhum acusado foi punido e nenhuma medida disciplinar foi tomada pela Ufra. Tampouco, nenhuma ocorrência foi levada à polícia sobre o fato.

Frente aos novos episódios envolvendo denúncias contra estudantes da universidade, a condução dessa investigação interna da UFRA começou também a ser questionada por alunas da instituição. Ao todo, 12 calouras declararam terem sido molestadas sexualmente no trote da trilha ecológica em 2017 - um crime que é tipificado por juristas como estupro.
Abaixo é possível conferir também entrevista do reitor Marcel Botelho, cedida ao O LIBERAL, comentando os dois episódios. Botelho assumiu a administração da instituição em agosto passado - e cumpre gestão até 2021. (O Liberal)

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