quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Mandante da morte da mãe é condenada a 32 anos de prisão

Acusada de matar a própria mãe em junho de 2012, Aretha Caroline Correa de Sales, de 35 anos, foi condenada a 32 anos de reclusão na noite de ontem  terça-feira (11), por jurados do Tribunal do Júri, presidido pelo juiz Edmar Silva Pereira. Além da filha da vítima, a servidora Oldiléa Correa, de 52 anos, Rosivaldo Gemaque Lima, acusado de ser o autor do crime, foi sentenciado a 28 anos de prisão. Réus no processo, Raphael de Sousa Silva e Carlos Alessandro foram absolvidos. A defesa dos condenados informou que vai recorrer da decisão.
O julgamento teve início ontem (10), quando cinco testemunhas de acusação confirmaram a participação dos acusados no crime. O primeiro ouvido hoje foi Rosivaldo Lima, que confessou a autoria do crime planejado e disse ter sido ordenado pelo casal Aretha e Raphael, com ajuda de Carlos Alessandro. Segundo ele, uma reunião para organizar o crime foi realizado em um terreiro.


Em novembro de 2013, após três dias de julgamento, Aretha foi condenada a 30 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Já Raphael, acusado de ser cúmplice, também foi condenado a 30 anos. Enquanto que Rosivaldo Gemaque Lima, que segundo as investigações foi o executor do crime, foi condenado a pena de 28 anos de reclusão em regime fechado. Apesar disso, o advogado de um dos réus recorreu da sentença e o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) determinou um novo júri para os acusados. Todos são acusados de homicídio qualificado, planejado por Aretha e o então namorado Raphael.

O CASO
Em 28 de julho de 2012, a servidora pública Maria Odiléia Corrêa, de 52 anos, foi morta após ter a casa roubada no bairro da Marambaia, em Belém. A única filha da vítima, a jovem Aretha Caroline Correa de Sales e o namorado Raphael de Souza contrataram terceiros para executar a vítima, sob a motivação de interesses financeiros e patrimoniais. Além disso, eles ofereceram aos executores o que encontrassem na casa, como dinheiro e jóias, além do pagamento de R$ 3 mil reais.  A vítima era funcionária da Cultura Rede de Comunicação (Funtelpa).

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