quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Com gol salvador aos 47 do 2º tempo, Paysandu bate o Oeste e se mantém vivo

Torcedor bicolor, acredite! O Paysandu não desistiu, continuou errando é verdade, mas, lutou, lutou muito e conseguiu! Ontem terça-feira (6), o Papão bateu o Oeste-SP por 4 a 3, no estádio da Curuzu, em jogo emocionante, de alternativa e muita paciência. Com o triunfo, os bicolores somam 37 pontos, passam para a 17º posição, ainda na zona de rebaixamento, e distante quatro pontos do CRB, primeiro clube fora da zona. O Paysandu já vinha realizando bons jogos, mas esbarrava em erros individuais e coletivos, principalmente, defensivos, mas também na falta de sorte. Era natural que, à medida que os erros diminuíssem, o Paysandu conseguiria ser mais competitivo.
Na partida contra o Oeste, os jogadores bicolores mantiveram o nível de concentração, dedicação, mesmo ainda cometendo erros infantis que quase comprometem a vitória. Com garra, no entanto, e um pouco de sorte (que vinha faltando), o Papão foi premiado com um gol nos acréscimos do segundo tempo e segue vivo na luta pela permanência na série B.

A partida
Gol aos 7' - Aos sete minutos, lance individual de um dos melhores jogadores do Papão na partida: o lateral-esquerdo Guilherme Santos. Ele avançou, passou por um marcador e cruzou. Hugo Almeida fez o papel de pivô e rolou a bola para o atacante Magno. Ele bateu cruzado, forte e o goleiro Tadeu não evitou o gol. A curiosidade ficou por conta da comemoração de João Brigatti. Aparentemente tenso, o treinador fez o sinal da cruz e pouco celebrou. Parecia prever o que o restante do jogo reservava. 

Aí não dá! - O Paysandu continuou atuando em uma escala de bom para razoável. Esperou o Oeste, de fato. No sistema defensivo, jogou com seriedade. O Papão atacava com agressividade e velocidade. As jogadas mais produtivas saíam dos pés dos dois laterais e as oportunidades apareceram. Aos 15 minutos, Hugo Almeida perdeu um gol digno de "Inacreditável Futebol Clube". Maicon Silva cruzou perfeitamente e o centroavante, próximo da pequena área, bateu por cima. Hugo ainda desperdiçaria outra chance depois de Tadeu parar um chute cruzado. O zagueiro Diego Ivo também finalizou com uma jogada aérea e a bola raspou a trave.   

Depois dos 30' - Diante do equilíbrio da Série B, é incoerente imaginar que o adversário não teria bons momentos. O Oeste evoluiu a ponto de criar duas chances de gol, ambas paradas pelo goleiro Renan Rocha. Herói de outrora, Renan carregou a fama de vilão. Tentou tocar uma bola, errou e obrigou Perema a fazer uma falta na entrada da área. O silêncio da Curuzu demonstrava nitidamente o nervosismo, apesar da então atuação segura bicolor. Era um sinal. O lance de bola parada foi concluído pelo zagueiro Patrick que chutou, de forma precisa, no canto esquerdo. 1 a 1. 

Etapa final - Brigatti não pode ser acusado de negligência. Colocou o meia Pedro Carmona para tentar ter 'vida inteligente' no setor de meio-campo e amenizar a dependência exagerada dos dois laterais. Carmona entrou no lugar de Willyam que não sabe se marca, ataca e pouco ou nada acrescenta. O inimigo, além do Oeste, também era o nervosismo. Os jogadores passaram a desperdiçar bolas aparentemente fáceis. A perna parecia pesar. 

Estratégia adversária - O rubro-negro paulista, por sua vez, resolveu posicionar os 11 jogadores no campo de defesa. Diminuiu os espaços. Era preciso lances individuais ou jogadas de bola parada. Nando Carandina avançou, assim como Renato Augusto, que cabaceou bola à queima roupa e Tadeu rebateu. Dava impressão de uma tática suicida, desesperada. Mas, era a única alternativa viável. 

Três gols em sete minutos  - O excesso de passes no meio de campo se tornou um entrave. Podia ser entendido como excesso da boa paciência. E foi. De novo, excelente lance individual de Maicon Silva. Ele passou pelo marcador, na base da velocidade e cruzou para Pedro Carmona concluir forte e marcar o segundo gol bicolor. Quatro minutos depois, porém, Leonardo driblou Perema e bateu para igualar o marcador. Aos 34, Pedro Carmona recuou, trabalhou a bola e lançou na pequena área. O goleiro não saiu e Magno cabeceou de forma fulminante. 

Emoção - Quando tudo parecia encaminhar para a vitória por 3 a 2, até considerando a expulsão do rubro-negro Marciel, uma bola despretensiosa terminou com o gol de Raphael Luz, aos 41 minutos, que igualou o marcador aproveitando falha incrível na zaga bicolor. O Paysandu se lançou na frente e levou um novo gol, anulado por impedimento. 

A atitude bicolor merecia o gol salvador, que saiu aos 47 minutos, marcado por Diego Ivo (aquele que disse que não podia mais ir nem ao supermercado por conta das cobranças do torcedor). Lágrimas de jogadores, sinal da cruz do treinador e muita emoção com o apito final na Curuzu.        

Ficha Técnica 
Paysandu - Renan Rocha, Maicon Silva, Diego Ivo, Perema e Guilherme Santos; Renato Augusto, Nando Carandina (Matheus Silva) e Willyam (Pedro Carmona); Magno, Mike e Hugo Almeida (Lúcio Flávio). Técnico: João Brigatti 
Oeste - Tadeu, Adriano Alves, Joilson, Patrick e Conrado (Pedrinho); Lídio, Rodrigo Souza, Wallace Bonilha (Bruno Lopes) e Marciel; Leonardo e Felipe (Raphael Luz). Técnico Roberto Cavalo 
Local: Estádio Curuzu
Cartões amarelos: Perema (PSC)
Cartões vermelhos: Marciel 
Público: 5.453 (Total) 
Renda: R$69.145,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
ORM

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