sábado, 10 de novembro de 2018

HMS orienta sobre ferroada de arraia

Em Santarém, o número dos ataques das arraias aumenta nos meses de agosto a janeiro. Por ser uma cidade banhada por rio, são muitas as praias que aparecem no período do verão amazônico, em Santarém. Frequentar esses espaços é comum para os moradores da cidade ou para quem visita. No entanto, em meio ao lazer que o Rio Tapajós proporciona, vale um importante alerta. A baixa da água trás as arraias para parte rasa da praia. O infectologista do Hospital Municipal de Santarém (HMS), Alisson Brandão, conta que só no mês de outubro deste ano o Hospital recebeu 5 casos. Um número crescente em comparação ao mês anterior que foi de 1 atendimento. 
 Esses dados mostram que quanto mais o rio seca mais elas estarão perto dos banhistas. De janeiro a outubro de 2018, foram 20 atendimentos por ferroada no HMS. Porém, esse número pode ser bem maior, principalmente por que a maioria das pessoas que são atacadas pelo animal são atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou até mesmo tentam o tratamento em casa.
 
Casos de infecções
Geralmente, os casos que chegam ao HMS são para tratar infecção no local da ferida. Segundo Alisson, essa infecção só ocorre porque o veneno não foi retirado, ou seja, falta de higienização correta. “Não é comum que uma ferroada resulte em problemas sérios à saúde, mas se não houver o tratamento básico que é a higienização contínua, pode ocorrer necrose da pele ou forte infecção”, reforçou o infectologista.
Lavar com água corrente e sabão é a melhor orientação após o ataque, “parece muito simples, mas resolve”, disse o infecto. Ele orienta também colocar no local machucado uma bolsa de água morna para aliviar a dor. Depois desses procedimentos, recomenda-se procurar uma UBS. “Os profissionais de saúde vão limpar o tecido morto e combater a ação das bactérias e orientar quanto ao tratamento em casa. As vezes é aplicado anestesia, por causa da dor intensa”, reforçou, Alisson.
 Alguns cuidados são necessários para evitar esse tipo de acidente  
·         Arrastar os pés pela água ajuda a espantar as arraias pois a tendência é fugir para um lugar mais calmo.
·         Fazer bastante movimento na água.
·         Não é recomendado dar passos largos ao entrar na água para não correr o risco de pisar em cima de uma arraia.  
Uma das melhores precauções contra o ataque de arraias é a observação do local onde está o banhista. A arraia tem um ferrão serrilhado na cauda coberto por um muco onde fica o veneno. O ferrão tem facilidade ao entrar, mas sai machucando e rasgando a pele. Esse é o motivo da dor intensa.
Natashia Santana - Assessora de Imprensa do HMS e UPA 24h
093-9191-0655

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