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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Ideflor-bio recebe recursos para criação de Centro de Treinamento em Manejo Florestal

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) recebeu nesta semana a primeira parcela do recurso que será aplicado na implantação do Centro de Treinamento em Manejo Florestal do Pará. A parcela, no valor de 1,3 milhões, é proveniente das concessões florestais federais existentes no Estado e foi repassada pelo Serviço Florestal Brasileiro, instituição governamental que gerencia as concessões florestais federais.
 O Centro de Treinamento objetiva a capacitação de pessoal e a realização de pesquisas e extensão voltadas ao setor florestal no Pará. “A ideia é que ele beneficie o público com ações de treinamento para o manejo florestal, seja ele madeireiro ou não madeireiro, e até mesmo a restauração. O Centro propõe também a produção de conhecimentos e de novas práticas que sejam mais um elemento de desenvolvimento para o setor florestal no Pará”, conta Iranilda Moraes, geógrafa e técnica do Ideflor-bio.

O Centro já possui uma área destinada no município de Juruti, na região do Baixo Amazonas. A área, de 34 mil hectares, foi definida pelo Decreto Estadual Nº 105, de 2011, o qual previa a sua implantação. Segundo Iranilda Moraes, esse é um espaço propício, pois fica no conjunto de glebas Mamuru Arapiuns, onde o Estado já possui cerca de 150 mil hectares de florestas sob concessão geridas pelo Ideflor-bio, 100 mil hectares previstos para novas concessões; além de áreas de manejo privado e cerca de 350 mil hectares destinados para o manejo comunitário, em assentamentos.

“Considerando o contexto em que ele está inserido, as ações do Centro serão ofertadas para um público diverso: as empresas do setor privado que trabalham no setor florestal; as comunidades e pessoas que vivem do manejo florestal comunitário; além de ONGs, terceiro setor, o público universitário e outros públicos que, mesmo não diretamente em atividades de manejo, estejam relacionados com o setor florestal”, acrescenta Iranilda Moraes.

Empreitada – Com o recurso, o Ideflor-bio dará início ao processo de implantação do Centro, que deve estar em funcionamento já em meados de 2020. “O primeiro passo é a realização de pesquisas para a consolidação do Plano Gestor, o qual apresentará um diagnóstico que norteará as bases de funcionamento do Centro e suas linhas de atuação”, explica a geógrafa.

Nos próximos passos, a serem realizados ainda em 2019, estão previstos a construção do projeto básico executivo, com a infraestrutura e também o aparelhamento do Centro, com equipamentos e pessoal especializado.
Uma segunda parcela do recurso voltado a construção do Centro de Treinamento deve ser repassada ao Ideflor-bio em 2019. Além disso, outras fontes de recursos financeiros, humanos e técnicos ainda serão captadas por meio de parcerias com outras instituições públicas e privadas.

“Queremos garantir que o Centro, para além da implantação, funcione em curto, médio e longo prazo, pois o nosso estado carece de instituições e espaços para o treinamento do setor florestal. Não dá para falarmos de desenvolvimento sustentável do setor florestal sem oferecer oportunidades de capacitação, treinamento e melhoria da mão de obra e da gestão e o Centro busca ser uma das formas de suprir essas necessidades”, assevera a técnica do Ideflor-bio.
Dilermando Gadelha
Fone: Fone: Governo do Estado do Pará
Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado Pará - IDEFLOR-BIO

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