Coluna 1

sexta-feira, 22 de março de 2019

Belém Maré alta atinge o pico em Belém

Vendedores de açaí se preocupam: "se molhar azeda e já era" A expressão "lá vem ela!" marcou a noite de muitos trabalhadores nas ruas do centro da cidade ontem quinta-feira (21), tudo por conta da chuva e da maré alta. Mesmo com o pico previsto para 0h19 desta sexta-feira (22), desde o começo da noite a apreensão tomou conta de quem trabalha no Ver-o-Peso, no Ver-o-Rio, na Avenida Visconde de Souza Franco e na Rua Marechal Hermes, entre outros pontos da área central de Belém. 
Às 23h30, a maré alta chegou, sob chuva forte, e fez com que as pessoas precisassem se proteger das águas. O tráfego ficou lento. A Rua João Alfredo e outras vias do centro comercial ficaram alagadas. 
Na área do Ver o Rio, a partir da Avenida Pedro Álvares, frequentadores do local e trabalhadores verificaram que as águas começaram a subir de volume no cais. Já na Visconde de Souza Franco, as águas chegaram por meio das comportas do canal. Naquela área, as pessoas se mantiveram atentas para a maré alta considerada a mais alta até agora este ano em Belém: 3,7 metros.

Sufoco - Na Feira do Açaí,  no Complexo do Ver-o-Peso, o movimento de descarregamento do açaí dos barcos e venda do produto para compradores foi intenso e antecipado "nesses dias de maré alta, os compradores vêm logo cedo;  geralmente, chegam entre 20h e 21h, mas agora eles têm vindo às 19h", declarou Noronha Pereira, 42 anos, que trabalha no Ver-o-Peso há 10 anos.

O taxista José Pires, que transporta produtos do Ver-o-Peso para diversos bairros de Belém, "a maré alta atrapalha um pocou sim, mas a gente tem que conviver com ela". No entanto, ele disse que com  a maré alta todo cuidado é pouco, por exemplo,  com o açaí. "Se pegar água, azeda e já era", arrematou.

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